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title: "O Gerenciador de Tarefas do Windows 11 Virou o Zumbi do Halloween: Fechar o App, na Verdade, Abre Mais Cópias"
author: "Gustavo Ramos O. Klein"
date: "2025-11-01 07:04:00-03"
category: "Tecnologia & Desenvolvimento"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2025/11/01/o-gerenciador-de-tarefas-do-windows-11-virou-o-zumbi-do-halloween-fechar-o-app-na-verdade-abre-mais-copias/md"
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# O Gerenciador de Tarefas do Windows 11 se Recusa a Morrer

Em um sistema operacional, esperamos que as ferramentas de diagnóstico sejam nossos aliados, os diplomatas que resolvem conflitos entre aplicativos gulosos por recursos. O Gerenciador de Tarefas do Windows sempre foi esse embaixador. Você o chama, ele aponta o culpado, você encerra o processo e a paz volta a reinar. Mas o que acontece quando o próprio diplomata se torna o problema? É exatamente essa a crise que alguns usuários do Windows 11 estão enfrentando após instalarem a atualização opcional de outubro (KB5067036).

A falha, relatada por diversos veículos como o **Windows Latest** e **The Verge**, é tão irônica quanto problemática. Ao abrir o Gerenciador de Tarefas e fechá-lo da maneira mais comum — clicando no 'X' no canto da janela —, o programa desaparece da tela, mas seu processo (o famoso *taskmgr.exe*) continua rodando secretamente em segundo plano. Pior ainda: a cada nova vez que o usuário tenta abrir a ferramenta, uma nova instância é criada, somando-se às anteriores que nunca foram encerradas. O resultado é um exército de clones zumbis do Gerenciador de Tarefas se acumulando silenciosamente, criando um diálogo caótico que consome os recursos do sistema que ele deveria proteger.

## O Feitiço Virou Contra o Feiticeiro

Este comportamento inesperado transforma a principal ferramenta de controle de processos em um parasita de recursos. A questão afeta especificamente usuários das versões 24H2 e 25H2 do Windows 11 que optaram por instalar o update de preview KB5067036, ou aqueles que ativaram a opção para receber as atualizações mais recentes assim que disponíveis. Por ser uma atualização não obrigatória, o problema ainda não se espalhou em grande escala, mas serve como um alerta sobre a comunicação interna do ecossistema Windows.

Segundo o site **PC Gamer**, os testes revelaram que cada cópia fantasma do Gerenciador de Tarefas pode consumir até 1,5% da utilização da CPU e entre 20 a 25 MB de memória RAM. O **Ars Technica** corrobora esses números, indicando cerca de 20 MB de RAM e um uso de CPU que flutua entre 0 e 2% por instância. Individualmente, o impacto é pequeno. Contudo, para usuários que abrem e fecham a ferramenta várias vezes ao longo do dia sem reiniciar o computador, dezenas de processos podem se acumular, resultando em uma lentidão notável e um impacto significativo na vida útil da bateria de notebooks.

## Como Exorcizar os Clones (Temporariamente)

Enquanto a Microsoft trabalha em uma correção oficial — a empresa já reconheceu o problema em uma página de suporte, conforme apurado pelo **The Verge** —, a comunidade já estabeleceu pontes para contornar a situação. Existem duas maneiras de expulsar esses processos indesejados:

**O Método Manual (e Irônico):** Abra o Gerenciador de Tarefas, encontre na lista de processos todas as instâncias de "Gerenciador de Tarefas" (sim, ele mesmo), selecione uma por uma e clique no botão "Finalizar tarefa". É como pedir para um dos clones eliminar seus irmãos.**O Método Definitivo (Via Linha de Comando):** Para uma solução mais rápida e eficiente, abra o Prompt de Comando (CMD) ou o PowerShell e digite o seguinte comando: taskkill /im taskmgr.exe /f. Pressione Enter, e todas as instâncias do Gerenciador de Tarefas serão encerradas de uma só vez, sem negociação.## O Criador se Diverte e a Microsoft Investiga

A situação peculiar chamou a atenção até de Dave Plummer, o engenheiro original por trás do Gerenciador de Tarefas do Windows NT. Em uma postagem citada pelo **The Register**, Plummer brincou: "Código tão bom que se recusa a morrer!". A piada captura perfeitamente a natureza do bug, onde uma ferramenta projetada para terminar processos se tornou imortal.

Por enquanto, a recomendação para os usuários é evitar a instalação de atualizações opcionais até que a Microsoft libere um patch definitivo. O incidente serve como um lembrete de que, em ecossistemas de software complexos, até a ferramenta de monitoramento mais confiável pode, ocasionalmente, precisar de monitoramento. Afinal, quem vigia os vigias quando o próprio vigia se multiplica sem controle?

