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title: "CEO da Vercel fala sobre modelos abertos como DeepSeek e GLM-5.2 e a visão de ser o AWS da nova geração"
author: "André Iglesias"
date: "2026-07-08 07:00:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/07/08/ceo-da-vercel-fala-sobre-modelos-abertos-como-deepseek-e-glm-52-e-a-visao-de-ser-o-aws-da-nova-geracao/md"
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## Resumo
- Vercel processa 6 milhões de deploys por dia, com 50% acionados por agentes de codificação e mais de 1 trilhão de tokens via gateway de IA.
- Guillermo Rauch enfatiza a transição de prototipagem para produção, destacando otimizações de preço/desempenho com modelos como Gemini, DeepSeek e GLM-5.2.
- A empresa defende o decoupling de modelos e agentes para criar um sistema aberto e plug-and-play, contrastando com soluções acopladas de laboratórios.
- Ferramentas como o framework Eve e o Vercel Sandbox resolvem desafios de instruções em linguagem natural e acesso seguro a dados com políticas controladas.
- A visão é posicionar a Vercel como o AWS da era dos agentes de IA, com implicações especulativas comparadas a universos como Westworld e Cyberpunk 2077.
- Modelos abertos ganham tração por oferecer melhor custo-benefício em produção estável, expandindo opções além de OpenAI e Anthropic.

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A **Vercel** está posicionando sua plataforma como a espinha dorsal para a próxima onda de inteligência artificial aplicada ao desenvolvimento web. Em uma entrevista exclusiva ao **TechCrunch** após a conferência ShipNYC, o CEO **Guillermo Rauch** detalhou como a empresa lida com 6 milhões de deploys por dia, metade deles acionados por agentes de codificação, e mais de 1 trilhão de tokens fluindo diariamente pelo seu gateway de IA. O "bug" que muitos enfrentam hoje é claro: protótipos de agentes de IA funcionam bem em testes, mas colapsam quando chegam à produção real, com problemas de acesso seguro a dados e auditoria. A promessa da Vercel é entregar uma infraestrutura que resolve isso, transformando o impossível em algo que parece estar logo ali na esquina, como os hosts autônomos de **Westworld** ganhando vida própria em um parque digital controlado.

## O boom dos agentes de codificação e a transição para a produção

Imagine um mundo onde agentes de IA não apenas sugerem código, mas constroem aplicações inteiras enquanto você dorme, semelhante aos replicantes de **Blade Runner** que executam tarefas complexas sem supervisão constante. A **Vercel** já vive esse cenário em escala: metade dos seus 6 milhões de deploys diários vem de coding agents, o que mostra que a prototipagem rápida deu lugar a fluxos de trabalho em produção. Essa mudança exige otimizações reais de preço e desempenho, como Rauch destacou ao afirmar que "quando você otimiza para produção, começa a olhar para preço/desempenho". Modelos como o **Gemini** ganham espaço exatamente por oferecer esse equilíbrio, permitindo que equipes escalem sem explodir custos, e isso conecta diretamente à adoção crescente de alternativas abertas que reduzem dependências de grandes laboratórios.

## A separação entre modelos e agentes: o caminho para um ecossistema aberto

Rauch defende com firmeza a decoupling de modelos e agentes, criando um sistema plug-and-play em vez de soluções fechadas acopladas que os laboratórios de IA tentam impor. Pense nisso como a diferença entre os androides de **Westworld** presos a narrativas controladas pelo parque e agentes livres que podem ser atualizados ou trocados como peças em um jogo de **Cyberpunk 2077**, onde você customiza seu companheiro digital sem limitações. Essa abordagem modular permite que desenvolvedores escolham o melhor modelo para cada tarefa, misturando opções de **OpenAI**, **Anthropic** e agora **DeepSeek** ou **GLM-5.2** para maximizar eficiência. O resultado prático é um desenvolvimento mais flexível, onde o "e daí" se traduz em aplicações que evoluem rapidamente sem ficar presas a um único provedor.

## Modelos abertos como DeepSeek e GLM-5.2 entram em cena

Empresas estão acelerando a adoção de modelos abertos como **DeepSeek** e **GLM-5.2** porque oferecem preço/desempenho superior em cenários de produção estável. Em um universo futurista inspirado em séries como **Black Mirror**, onde IAs open-source desafiam monopólios, a **Vercel** já integra essas opções ao seu gateway para que agentes possam acessar dados de forma controlada. Isso não é apenas teoria: o crescimento multi-modelo reflete uma realidade onde protótipos baratos não bastam mais, e a otimização de custos vira prioridade. Desenvolvedores ganham liberdade para experimentar sem depender exclusivamente de gigantes, abrindo portas para inovações que misturam eficiência chinesa com infraestrutura global.

## Ferramentas que desbugam a produção: Eve e o Sandbox

Para lidar com os desafios de acesso seguro a dados e auditoria em agentes de produção, a **Vercel** lançou o framework **Eve**, que permite instruções e skills em linguagem natural, e o **Vercel Sandbox**, que controla políticas de acesso a dados. É como dar aos agentes de **Westworld** um "parque" seguro onde eles podem interagir sem escapar do controle, garantindo que aplicações reais funcionem sem riscos. Essas ferramentas traduzem o tecniquês em algo prático: em vez de agentes alucinados ou com vazamentos de dados, temos fluxos auditáveis e seguros que escalam para milhões de deploys. O impacto é imediato para equipes que precisam ir além de demos e entregar valor real aos usuários finais.

## Implicações futuras: o AWS da nova geração

Se a **Vercel** concretizar sua visão de se tornar o AWS desta geração, o futuro do desenvolvimento web se parecerá com um episódio avançado de **Black Mirror** onde agentes autônomos constroem mundos digitais inteiros em tempo real. A separação de modelos permite um ecossistema aberto onde qualquer um pode pluggar novas IAs, reduzindo barreiras e acelerando inovações que hoje parecem distantes. Dados concretos como o trilhão de tokens diários já mostram o volume envolvido, e a tendência de multi-modelo indica que o preço/desempenho vai ditar as regras. Para quem desenvolve hoje, isso significa preparar-se para um cenário onde a infraestrutura cuida da complexidade, deixando o humano focar na criatividade e na estratégia.