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title: "319 extensões do Chrome sequestram buscas de 13,4 milhões"
author: "André Iglesias"
date: "2026-10-31 06:09:21.295-03"
category: "Segurança & Privacidade"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/10/31/319-extensoes-do-chrome-sequestram-buscas-de-134-milhoes/md"
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## Resumo
- Investigação da Socket encontrou 319 extensões do Chrome envolvidas em sequestro de buscas.
- As extensões acumulavam 13,4 milhões de instalações.
- O redirecionamento usava servidores proxy e a configuração chrome_settings_overrides.
- A monetização vinha de identificadores de parceiros do Bing e do Yahoo.
- Os add-ons se disfarçavam de conversores de PDF, ferramentas de segurança e produtos de inteligência artificial.
- A infraestrutura também poderia redirecionar usuários para phishing ou downloads maliciosos.
- A recomendação é revisar as extensões em chrome://extensions e remover itens suspeitos.

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Uma investigação da **Socket**, publicada em outubro de 2026 e liderada por **John Tuckner**, identificou **319 extensões do Chrome** com 13,4 milhões de instalações. O relatório mostra que elas redirecionavam buscas por servidores proxy controlados pelos operadores para gerar receita publicitária ligada ao Bing e ao Yahoo. O impacto prático vai além de ver anúncios diferentes: o navegador podia enviar consultas por uma infraestrutura que o usuário não escolheu.


## O navegador virava uma ponte para a monetização


O ponto técnico da campanha estava na configuração **"chrome_settings_overrides"**, recurso que permite alterar o buscador padrão do Chrome sem depender de scripts complexos. Depois da mudança, a busca passava por um servidor proxy, ou seja, um intermediário que recebia a consulta antes de encaminhá-la ao destino final. Os operadores usavam identificadores de parceria do **Bing e do Yahoo** para associar cliques à própria receita, enquanto a extensão aparentava cumprir outra função.


Essa camuflagem ajudava a levar os add-ons até a loja e aos anúncios. Segundo a investigação, havia extensões apresentadas como **conversores de PDF**, ferramentas de busca segura e produtos de inteligência artificial. Muitas eram mantidas como "unlisted" na Chrome Web Store, sem aparecer normalmente nas buscas da loja, e distribuídas por anúncios em sites. Os registros analisados remontam a **2016**, o que indica uma operação acompanhada ao longo de vários anos.


## O risco não terminava no clique


A fraude publicitária era o objetivo observado, mas a infraestrutura deixava uma porta aberta para ações mais perigosas. Os pesquisadores alertaram que os operadores poderiam redirecionar o tráfego para **páginas de phishing** ou downloads maliciosos sem precisar atualizar a extensão, em um modelo parecido com um sistema de distribuição de tráfego. Em testes descritos na investigação, uma mesma busca podia chegar a destinos diferentes de forma aleatória, tornando o comportamento difícil de prever.


Há também um problema de privacidade. A captura do **histórico completo de buscas** pode expor informações pessoais, já que consultas feitas no navegador frequentemente revelam dados sobre saúde, trabalho, finanças ou interesses. Muitas extensões foram removidas depois da denúncia, mas novas variantes com táticas semelhantes continuam sendo criadas e distribuídas por publicidade enganosa. Minha leitura é direta: quem usa extensões antigas ou que não reconhece deve abrir [chrome://extensions](https://www.malwarebytes.com/blog/news/2026/10/fake-pdf-and-search-tools-hijacked-searches-for-13-4-million-chrome-users), remover itens suspeitos e executar uma varredura de segurança.