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title: "Febraban Tech 2026 reúne Nobel, mãe da internet e debates sobre agentes inteligentes"
author: "Gustavo Ramos O. Klein"
date: "2026-08-23 09:45:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/08/23/febraban-tech-2026-reune-nobel-mae-da-internet-e-debates-sobre-agentes-inteligentes/md"
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## Resumo
- O Febraban Tech 2026 será realizado de 24 a 26 de agosto de 2026, no Distrito Anhembi, em São Paulo.
- O tema do evento é “Agentes Inteligentes, liderança humana”, com foco na relação entre IA, governança e decisões humanas no setor financeiro.
- A programação internacional reúne Joel Mokyr, vencedor do Nobel de Economia de 2025, Radia Perlman e John Maeda.
- A abertura terá executivos de Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco, Nubank, Santander Brasil, Caixa e BTG Pactual.
- O evento terá 13 trilhas de conteúdo e dez palcos simultâneos.
- Os debates incluem cibersegurança, Open Finance, Drex, stablecoins, finanças embarcadas e finanças de transição.
- Painéis técnicos também tratarão de inteligência compartilhada, crédito, portabilidade, infraestrutura de rede e Cloud soberana.

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A 36ª edição do Febraban Tech acontece de 24 a 26 de agosto de 2026 no Distrito Anhembi, em São Paulo. O tema central é "Agentes Inteligentes, liderança humana", focado na intersecção entre inteligência artificial, governança e protagonismo humano no setor financeiro. Entre os palestrantes internacionais confirmados estão Joel Mokyr (Prêmio Nobel de Economia 2025), a cientista da computação Radia Perlman e o especialista em design computacional John Maeda. O ponto de interesse para quem acompanha tecnologia não está apenas na presença de nomes conhecidos, mas na pergunta que costura a programação: como conectar novas formas de inteligência a decisões que continuam exigindo direção humana?

## Uma abertura dedicada à liderança financeira

A abertura oficial ocorre no dia 24 de agosto (10h às 11h30) com a presença de executivos das principais instituições financeiras. O primeiro movimento da programação coloca Milton Maluhy Filho, do Itaú Unibanco, e Tarciana Medeiros, do Banco do Brasil, diante de uma discussão que ultrapassa a adoção isolada de ferramentas. Quando a tecnologia passa a afetar atendimento, análise e governança, a conversa deixa de ser apenas técnica e chega à mesa de quem define prioridades, riscos e caminhos de negócio. A **liderança humana** do tema ganha, assim, uma tradução prática logo na abertura.

Na mesma mesa de abertura, Marcelo Noronha, do Bradesco, e Livia Chanes, do Nubank, ampliam a representação de modelos distintos de instituições financeiras. A presença dos dois executivos permite ler a programação como uma conversa entre organizações com histórias, estruturas e formas de relacionamento diferentes, ainda que o material divulgado não detalhe o conteúdo individual das falas. O que a agenda confirma é a participação conjunta de representantes do **Bradesco** e do **Nubank**, conectando a discussão sobre inteligência artificial às escolhas de gestão que orientam serviços financeiros.

Essa composição continua com Gilson Finkelsztain, do Santander Brasil, e Carlos Vieira, da Caixa. A inclusão dos dois nomes mantém o foco da abertura sobre a forma como instituições financeiras lidam com tecnologia, governança e transformação, sem reduzir o debate a uma demonstração de novidades. Para o leitor, a pergunta útil é menos “qual ferramenta será apresentada?” e mais “quem responde por sua utilização e por seus limites?”. A programação dá peso a essa segunda pergunta ao reunir executivos do **Santander Brasil** e da **Caixa** no mesmo momento inicial.

Fechando a lista divulgada para a abertura, Roberto Sallouti participa pelo BTG Pactual. O executivo se junta aos demais representantes no dia 24 de agosto, entre 10h e 11h30, em uma sessão que funciona como porta de entrada para os assuntos dos três dias. A concentração de lideranças no primeiro horário ajuda a explicar por que o evento não trata os agentes inteligentes como uma camada separada da estratégia: a tecnologia aparece ligada às decisões institucionais, à governança e ao papel de quem conduz as organizações. A **abertura** estabelece esse eixo antes das trilhas técnicas.

## Três convidados para ampliar a conversa sobre tecnologia

Depois da abertura executiva, Joel Mokyr leva à programação uma perspectiva associada à economia e à inovação. Entre os palestrantes internacionais confirmados está Joel Mokyr, vencedor do **Prêmio Nobel de Economia de 2025**, e sua apresentação ocorre no dia 24 de agosto, das 11h30 às 12h30. A presença de um economista premiado desloca a discussão para os efeitos mais amplos das transformações tecnológicas, sem abandonar o recorte financeiro do evento. Em vez de observar a inteligência artificial como uma ferramenta isolada, o público poderá conectá-la às perguntas sobre liderança, produtividade e organização.

Na manhã seguinte, Radia Perlman ocupa um espaço próprio na agenda internacional. A cientista da computação, associada na divulgação do evento à expressão “mãe da internet”, tem participação marcada para o dia 25 de agosto, das 10h às 11h. Seu nome aproxima a discussão sobre agentes inteligentes da infraestrutura que permite sistemas digitais conversarem entre si, uma ponte útil para entender por que segurança e conectividade aparecem ao lado da inteligência artificial. A sessão de **Radia Perlman** ajuda a lembrar que experiências digitais dependem tanto da camada visível quanto das estruturas que sustentam a comunicação.

O ciclo internacional termina com John Maeda, especialista em design computacional. Sua participação está prevista para o dia 26 de agosto, das 10h50 às 11h40, encerrando a sequência de convidados internacionais destacados pela organização. A presença de Maeda acrescenta à agenda uma perspectiva de design, área que pode ser lida como a ponte entre sistemas complexos e a forma como pessoas compreendem e utilizam produtos digitais. Ao colocar o design ao lado da inteligência artificial, a programação sugere uma preocupação com a experiência de uso, e não apenas com a capacidade técnica das ferramentas.

## Treze trilhas para organizar uma discussão conectada

A dimensão da programação aparece em dois números: o evento totaliza **13 trilhas de conteúdo** e contará com **dez palcos simultâneos**. Essa estrutura cria uma espécie de rede de conversas, na qual assuntos diferentes podem ser acompanhados a partir de perguntas complementares. Para quem participa, o desafio passa a ser escolher quais discussões ajudam a entender a relação entre tecnologia, finanças e governança, em vez de tratar cada palestra como uma ilha. O próprio desenho do evento transforma a circulação entre temas em parte da experiência de aprendizado.

Entre os eixos anunciados estão os agentes de inteligência artificial e a engenharia do futuro. O primeiro concentra a expressão que dá nome ao tema principal, enquanto o segundo aponta para as competências e estruturas necessárias para lidar com mudanças tecnológicas. A programação não detalha, nas informações fornecidas, quais ferramentas específicas serão apresentadas em cada trilha, mas a combinação cria uma pergunta prática para empresas e profissionais: como sair da curiosidade sobre a IA e chegar a uma forma organizada de incorporá-la às decisões? Essa passagem depende de conexão entre **inteligência artificial** e engenharia.

Outra parte da agenda trata de identidade digital e meios de pagamento. Os dois temas aproximam a discussão do cotidiano, porque conectam a forma como uma pessoa é reconhecida em um serviço à forma como uma transação acontece. Mesmo sem detalhar soluções individuais, a programação mostra que a transformação digital do setor financeiro não está restrita a modelos de IA. Ela também passa por interfaces de acesso e por mecanismos que viabilizam operações, duas camadas que precisam conversar para que a experiência seja compreensível e funcional. A **identidade digital** aparece, portanto, ao lado dos meios de pagamento.

A trilha de cibersegurança divide espaço com o Open Finance, apresentado na programação com foco em segurança e privacidade. Open Finance é o termo usado para a agenda de compartilhamento de informações e serviços financeiros entre participantes autorizados, mas, nas fontes fornecidas, o destaque está nos limites de proteção que acompanham essa abertura. A conexão entre os dois assuntos é direta: quanto mais uma experiência depende de troca de dados, maior é a necessidade de discutir controle, confiança e responsabilidade. A programação coloca **cibersegurança** e **Open Finance** como partes da mesma conversa sobre circulação segura.

O evento também reserva espaço para o Drex e as stablecoins. Os dois termos aparecem juntos como temas da programação financeira, sinalizando que a agenda pretende discutir diferentes formas de organização das transações digitais. As informações divulgadas não apresentam, neste material, uma lista de casos de uso ou uma previsão de adoção para essas tecnologias, por isso o ponto seguro é observar como elas entram no mapa de debates do evento. O leitor pode acompanhar essa trilha buscando entender quais questões de governança e integração serão colocadas em pauta para o **Drex** e as **stablecoins**.

Completando esse conjunto, as trilhas incluem finanças embarcadas e finanças de transição, também chamada de Transition Finance. A primeira expressão aparece associada à integração de serviços financeiros em experiências que não precisam se apresentar como produtos bancários isolados. A segunda leva a discussão para a relação entre finanças e transição, sem que a agenda fornecida detalhe os projetos ou métricas que serão apresentados. Juntas, elas mostram que o evento pretende aproximar tecnologia, oferta de serviços e novas formas de organizar decisões financeiras. A conexão entre **finanças embarcadas** e Transition Finance amplia a leitura da programação.

## Quando a interoperabilidade vira uma pergunta de negócio

Essa divisão temática ganha uma tradução mais concreta na programação técnica da Capgemini. Entre os painéis previstos está "Open Finance, crédito e portabilidade: inteligência compartilhada, risco redistribuído", marcado para 24 de agosto. O título usa uma linguagem de conexão: crédito e portabilidade aparecem relacionados ao compartilhamento de inteligência e à redistribuição de risco. Para o leitor, a questão prática é entender que uma plataforma financeira não cria valor apenas por operar sozinha, mas também por negociar dados, responsabilidades e decisões com outros participantes. O debate sobre **Open Finance** transforma a ideia de interoperabilidade em uma pergunta sobre confiança.

Na mesma programação, Gareth Wilson, da Capgemini, é um dos palestrantes confirmados para discutir transformações impulsionadas por IA e cloud. Cloud, ou computação em nuvem, é a expressão usada para serviços e infraestrutura acessados por redes digitais, e sua presença ao lado da inteligência artificial aproxima processamento, dados e operação. A fonte não informa quais produtos serão demonstrados por Wilson, mas confirma a combinação entre os dois temas. Essa dupla ajuda a explicar por que a agenda não separa a inteligência artificial da base técnica necessária para que sistemas se conectem e funcionem em escala.

A participação da Claro empresas acrescenta outra camada à discussão. A empresa participa com estande e painéis focados em infraestrutura de rede e Cloud soberana, expressão que, no material divulgado, aparece associada à discussão sobre controle e organização dos serviços em nuvem. A pauta reforça a necessidade de observar as pontes por onde circulam dados e aplicações, não apenas as interfaces que chegam ao usuário final. Quando a infraestrutura entra na conversa, a transformação digital passa a incluir conectividade, governança e capacidade de manter serviços disponíveis. A **Cloud soberana** surge, assim, ligada à infraestrutura de rede.

Essa mesma agenda da Claro empresas aborda o papel do CISO na era da convergência e os desafios de omnichannel. CISO é a sigla mantida pela programação para identificar uma função de liderança ligada à segurança, enquanto omnichannel descreve a integração de diferentes canais de atendimento e relacionamento. A aproximação entre os dois temas sugere uma preocupação com a coordenação: não basta conectar canais se a proteção não acompanhar a jornada, assim como a segurança precisa considerar a forma como as pessoas circulam entre serviços. O debate sobre **CISO** e omnichannel leva a interoperabilidade para a gestão diária.

Por fim, a agenda da Claro empresas inclui debates sobre resiliência conectada e os limites do Open Finance entre os dias 25 e 26 de agosto. Resiliência conectada é a expressão usada pela empresa para tratar da continuidade e da capacidade de resposta em ambientes dependentes de redes, enquanto os limites do Open Finance recolocam segurança e privacidade no centro da discussão. O evento, portanto, não apresenta conexão como sinônimo de liberdade sem restrições. Ele coloca a pergunta sobre até onde os serviços devem compartilhar informações e quais condições precisam existir para que essa troca seja confiável. O próximo passo é acompanhar esses debates dentro da programação distribuída pelos dez palcos.

## Como acompanhar o evento sem se perder nas trilhas

Para organizar a experiência, o leitor pode começar pela abertura do dia 24 de agosto, seguir para a palestra de Joel Mokyr entre 11h30 e 12h30 e, depois, escolher as discussões técnicas que mais se aproximam de seu objetivo. Quem trabalha com compartilhamento de dados encontra o painel de Open Finance, crédito e portabilidade; quem acompanha infraestrutura pode observar as sessões sobre redes e Cloud soberana; quem busca uma visão mais ampla pode comparar as falas de economia, computação e design. A **programação distribuída** pede uma escolha consciente, não uma tentativa de acompanhar tudo ao mesmo tempo.

O mapa também pode ser lido como uma sequência de pontes: liderança no primeiro dia, infraestrutura e segurança atravessando as discussões, e design fechando o ciclo internacional em 26 de agosto. O próximo passo anunciado é a abertura oficial no Distrito Anhembi, com executivos das principais instituições financeiras, seguida pela palestra de Joel Mokyr. A partir daí, as trilhas de IA, Open Finance e computação em nuvem ajudam a testar a pergunta central do evento: como fazer sistemas diferentes dialogarem sem retirar das pessoas a responsabilidade pelas decisões? Essa é a ferramenta de leitura que transforma a agenda do **Febraban Tech 2026** em algo mais útil do que uma coleção de palestras.