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title: "TIM prepara mais de 120 antenas para ampliar o 5G no Rock in Rio"
author: "André Iglesias"
date: "2026-08-26 08:30:00-03"
category: "Tecnologia & Desenvolvimento"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/08/26/tim-prepara-mais-de-120-antenas-para-ampliar-o-5g-no-rock-in-rio/md"
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## Resumo
- A TIM instalará mais de 120 antenas 5G em mais de 40 pontos da Cidade do Rock.
- A expansão representa um aumento de 45% na rede 5G em relação à edição anterior.
- A operação também terá mais de 110 antenas 4G, com crescimento de 10% frente a 2024.
- A operadora projeta que 65% dos terminais sejam 5G e que a tecnologia supere 60% do tráfego, acima de 26 TB.
- Antenas High Capacity prometem 50% mais capacidade e 30% mais cobertura que soluções convencionais.
- A rede usará 5G Advanced, inteligência artificial, monitoramento em tempo real e um piloto de network slicing.
- Não clientes poderão testar a rede por 30 dias pelo programa Test Drive TIM, usando QR Code e eSIM.

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O bug de tentar publicar vídeos, chamar um carro por aplicativo ou simplesmente conversar com os amigos no meio de uma multidão ganhará uma resposta de engenharia no Rock in Rio 2026. A **TIM** confirmou a instalação de **mais de 120 antenas 5G** em mais de 40 pontos da Cidade do Rock, um aumento de **45%** em relação à edição anterior. A operadora também prevê mais de 110 antenas 4G e calcula que a conexão 5G concentre mais de 60% do tráfego do festival. Para entender o que esses números mudam na prática, é preciso olhar para a Cidade do Rock não apenas como um espaço de shows, mas como uma rede temporária que precisa funcionar quando milhares de pessoas tentam acessar dados ao mesmo tempo.

## Por que o festival exige outra lógica de rede

A dimensão do público explica por que a operadora está reforçando a infraestrutura antes da abertura dos portões. A estratégia da **TIM** foi desenhada para atender **mais de 130 mil visitantes por dia**, todos concentrados em uma área de evento e usando o celular para finalidades diferentes. Alguns vão compartilhar fotos e vídeos, outros precisarão trocar mensagens, acessar serviços digitais ou publicar conteúdo nas redes sociais. A dificuldade não está apenas em levar o sinal até a Cidade do Rock, mas em manter espaço suficiente para muitos acessos simultâneos, e essa pressão ajuda a explicar a distribuição da rede por mais de 40 pontos.

Essa concentração também explica por que o reforço não ficou restrito ao 5G. A estrutura inclui **mais de 110 antenas 4G**, número que representa um crescimento de **10% frente a 2024**. Na prática, a operação mantém duas camadas de conectividade disponíveis para o público, sem tratar a geração mais nova como substituta imediata de toda a infraestrutura anterior. É uma abordagem parecida com a montagem de uma arena online: aumentar a capacidade do servidor principal é necessário, mas preservar caminhos alternativos ajuda a manter o acesso quando a demanda se espalha por perfis e aparelhos diferentes.

## Como as antenas distribuem mais capacidade

O aumento de **45% na rede 5G** ganha significado quando associado à distribuição física das antenas. Em vez de depender de poucos pontos atendendo toda a área, a operadora confirmou equipamentos instalados em **mais de 40 pontos da Cidade do Rock**. Essa organização permite que a cobertura seja pensada de acordo com os locais de maior concentração, transformando a rede em uma malha temporária preparada para um fluxo intenso de conexões. A confirmação dos números foi publicada pela [Teletime](https://teletime.com.br/25/08/2026/tim-5g-rock-in-rio-antenas), e o próximo detalhe é entender como a TIM pretende extrair mais de cada ponto instalado.

É nesse ponto que entram as antenas **High Capacity**, expressão que pode ser traduzida como antenas de alta capacidade. Segundo a TIM, os equipamentos que estreiam no Rock in Rio 2026 prometem **50% mais capacidade** e **30% mais cobertura** do que as soluções convencionais. Capacidade, aqui, é o espaço disponível para lidar com conexões e tráfego de dados; cobertura é a área alcançada pelo sinal. A diferença entre os dois conceitos ajuda a desbugar a operação: uma rede pode alcançar um local, mas ainda precisar de mais capacidade para evitar congestionamento quando muita gente tenta usá-la ao mesmo tempo.

Essa combinação de distribuição e capacidade está ligada à projeção de uso feita pela operadora. A **TIM estima que 65% dos terminais conectados** sejam 5G e que essa tecnologia responda por **mais de 60% do tráfego total**, superando 26 TB de dados. A palavra “projeta” é decisiva: trata-se de uma previsão para o comportamento da rede durante o festival, não de um resultado já medido. Se a estimativa se confirmar, o Rock in Rio funcionará como uma vitrine pública para observar quanto do consumo de dados de um grande evento já migrou para a quinta geração móvel.

## A rede será ajustada em tempo real

Para que a infraestrutura acompanhe uma demanda que muda conforme os shows e a movimentação do público, a empresa utilizará recursos de **5G Advanced** e **inteligência artificial**. O 5G Advanced é uma evolução dos recursos do 5G, enquanto a inteligência artificial será aplicada ao monitoramento e à gestão da rede. A TIM também prevê acompanhamento em tempo real, o que permite observar o comportamento do tráfego enquanto o evento acontece, em vez de depender apenas de um planejamento fixo elaborado antes do festival. Essa camada de observação conecta os números das antenas ao funcionamento concreto da Cidade do Rock.

Na parte dedicada às comunicações críticas, a operadora implementará um piloto de **network slicing**, técnica que cria uma divisão lógica dentro da mesma rede para reservar recursos a uma finalidade específica. O teste será voltado ao **Push-to-Talk**, recurso de comunicação por voz acionado como um rádio, segundo a descrição da infraestrutura. A proposta não é criar uma rede isolada para cada visitante, mas testar uma prioridade de conexão para comunicações que precisam continuar disponíveis durante a operação. Os detalhes técnicos apresentados pela [Marcas e Mercados](https://marcasemercados.com.br/tim-transforma-o-rock-in-rio-em-vitrine-para-o-5g-de-nova-geracao/) mostram que o festival também servirá para experimentar usos mais especializados do 5G.

## O público também vira parte do teste

Além de ampliar a rede para clientes que já estarão no festival, a TIM usará a própria experiência do público para apresentar seu serviço a quem ainda não é assinante. O programa **Test Drive TIM** permitirá que não clientes experimentem a conexão por **30 dias**, usando um QR Code e um eSIM. O eSIM é a versão digital do chip de telefonia, ativada no aparelho sem a necessidade de inserir uma peça física. Assim, a expansão deixa de ser apenas uma obra invisível de infraestrutura e passa a incluir uma demonstração direta: o visitante poderá testar a conectividade no local e continuar usando-a depois do evento dentro do prazo oferecido.

Essa estratégia transforma o festival em uma espécie de laboratório aberto, no qual a operadora mede a rede e, ao mesmo tempo, coloca sua capacidade diante do público. O ponto de interesse não está apenas na quantidade de antenas, mas na tentativa de conectar infraestrutura, experiência de uso e aquisição de novos clientes em uma mesma ação. Como a operação prevê atender **mais de 130 mil visitantes por dia**, cada ativação do Test Drive acontece dentro de uma demonstração de alta demanda, e não em uma situação controlada de loja. O resultado dessa combinação dependerá da execução da rede e da adesão dos visitantes ao teste.

## O que observar quando o festival começar

Juntando as peças, a notícia deixa de ser apenas um anúncio sobre antenas. A **TIM** está levando para o Rock in Rio uma operação com mais de 120 pontos de transmissão 5G, mais de 110 antenas 4G, equipamentos High Capacity e ferramentas para acompanhar o tráfego em tempo real. A projeção de **mais de 26 TB de dados** dá uma medida concreta para a escala esperada, enquanto a previsão de que 65% dos terminais sejam 5G cria uma régua para avaliar a adoção da tecnologia entre os visitantes. O festival, portanto, será também uma forma prática de testar como uma rede móvel se comporta quando a vida digital de uma multidão acontece ao mesmo tempo.

O próximo passo é a execução durante o Rock in Rio 2026: será preciso verificar se a rede alcança a participação estimada de **mais de 60% do tráfego no 5G** e se os ajustes automáticos de inteligência artificial acompanham a variação do público. Para quem estiver na Cidade do Rock, o dado mais palpável será a possibilidade de experimentar o **Test Drive TIM por 30 dias** com QR Code e eSIM. Para o setor, os indicadores anunciados, como o volume superior a 26 TB e a presença de antenas High Capacity, formam a caixa de ferramentas que permitirá comparar promessa técnica e experiência real depois que os usuários começarem a disputar a conexão.