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title: "O conselho da Automattic afasta Matt Mullenweg por licença de ausência"
author: "Lígia Lemos Maia"
date: "2026-09-11 06:45:00-03"
category: "Negócios & Inovação"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/11/o-conselho-da-automattic-afasta-matt-mullenweg-por-licenca-de-ausencia/md"
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## Resumo
- O conselho da Automattic colocou Matt Mullenweg em licença remunerada em 9 de setembro de 2026.
- Mullenweg comunicou a decisão aos funcionários via Slack e afirmou ter sido afastado contra sua vontade.
- O executivo alegou uma conspiração envolvendo o CFO Mark Davies e os conselheiros Ann Dunwoody, Toni Schneider e Sue Decker.
- Mark Davies assumiu como CEO interino e recebeu a confiança pública da Automattic.
- Mullenweg deixou a liderança executiva diária, mas continua membro do conselho de administração.
- A empresa declarou que a gestão temporária terá como foco a execução das prioridades da Automattic.
- As fontes descrevem um histórico de instabilidade interna desde 2024, sem apresentar uma explicação definitiva para a votação.

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Em 9 de setembro de 2026, Matt Mullenweg comunicou aos funcionários via Slack que o conselho da Automattic votou por sua licença remunerada. O anúncio desloca a liderança executiva diária para uma solução temporária e preserva Mullenweg no conselho de administração, criando uma separação entre a condução operacional da empresa e sua participação na instância de governança. Para entender o que muda de imediato, é preciso separar a decisão do conselho, as alegações feitas pelo executivo e a resposta oficial da companhia, sem transformar a transição em uma explicação sobre motivos que não foram apresentados nas fontes.

## O conselho muda o comando executivo

O primeiro ponto confirmado é que a decisão partiu do **conselho de administração**, órgão responsável por supervisionar a direção de uma companhia e por acompanhar a atuação de seus executivos. A licença foi remunerada e atingiu o ocupante da liderança executiva máxima da Automattic, em uma medida comunicada internamente pelo próprio Mullenweg. A reportagem da [TechCrunch](https://techcrunch.com/2026/09/09/automattics-board-forces-ceo-matt-mullenweg-into-leave-of-absence) descreve a votação como uma decisão tomada pelo conselho contra a vontade do executivo, o que torna a mudança diferente de uma saída voluntária ou de uma sucessão previamente anunciada.

A própria mensagem de Mullenweg acrescentou uma camada de disputa à comunicação interna. Mullenweg alegou que o CFO Mark Davies conspirou com os membros do conselho Ann Dunwoody, Toni Schneider e Sue Decker. Ele também afirmou ter recebido a resolução apenas **50 minutos antes da reunião** e que teve negado o pedido de revisão por um advogado independente. A alegação de conspiração aparece como a versão apresentada por Mullenweg, enquanto a confirmação pública da Automattic concentrou-se na licença e na liderança temporária, sem apresentar nas fontes consultadas uma explicação adicional para a decisão.

## Mark Davies assume a liderança interina

A consequência operacional mais imediata veio na escolha de **Mark Davies** para ocupar o cargo de CEO interino. A reportagem corrobora que o CFO Mark Davies assumiu como CEO interino. CFO é a sigla em inglês para diretor financeiro, o executivo que acompanha as finanças da companhia, e a mudança coloca esse profissional no comando temporário da operação enquanto Mullenweg permanece afastado da liderança diária. A cobertura do Yahoo Finance informa que a decisão foi iniciada pelo conselho, reforçando que a troca não nasceu de um pedido de afastamento feito pelo próprio CEO.

A Automattic confirmou a licença em nota, afirmando ter confiança na liderança interina de Davies, e ressaltou que Mullenweg permanece no conselho de administração. O comunicado também enfatizou que o foco da gestão é a execução das prioridades da companhia sob a nova liderança temporária. A [cobertura financeira](https://finance.yahoo.com/markets/stocks/articles/automattic-board-forces-ceo-matt-231429444.html) trata essa mensagem como a orientação oficial para o período de transição, em contraste com a versão mais conflituosa apresentada na comunicação interna de Mullenweg.

## O que a votação revela sobre a governança

A permanência de Mullenweg no conselho torna a mudança mais específica do que uma ruptura completa com a Automattic. Mullenweg mantém uma cadeira no conselho, mas foi removido da liderança executiva diária. Na prática, o cargo de CEO está ligado às decisões e à condução cotidiana da companhia, enquanto o conselho continua sendo o espaço em que são acompanhadas as decisões de alto nível. Essa divisão permite compreender o anúncio sem concluir que Mullenweg deixou completamente a empresa, pois as fontes confirmam sua saída do comando diário e sua permanência na estrutura de administração.

Essa separação também aparece na forma como a votação foi descrita pelos envolvidos. Mullenweg, em sua mensagem interna, declarou explicitamente ter votado contra a própria licença. A decisão foi iniciada pelo conselho, conforme confirmado por Toni Schneider, ex-CEO da Automattic entre 2006 e 2014 e atual membro do conselho. O episódio, portanto, envolve diretamente a relação entre o executivo afastado e o grupo responsável pela governança, mas as fontes não apresentam uma decisão definitiva sobre o futuro de Mullenweg dentro desse conselho.

## O próximo passo da Automattic

Esse desenho de poder precisa ser lido junto do histórico recente descrito pelas fontes. O texto aponta que o ambiente na Automattic estava instável desde **2024**, e a análise do Tedium descreve a licença como uma escalada nas tensões internas que vinham ocorrendo sob a gestão de Mullenweg. A informação ajuda a dimensionar a notícia sem atribuir uma causa específica que não tenha sido confirmada: há uma mudança efetiva no comando diário e há um histórico de instabilidade mencionado pela análise, mas a justificativa detalhada para a votação não foi apresentada no comunicado oficial reproduzido nas fontes.

Por enquanto, o próximo passo anunciado é a execução das prioridades da companhia sob a liderança temporária de Davies. O termo **CEO interino** indica que a função foi assumida para conduzir a empresa durante a ausência de Mullenweg, enquanto o executivo afastado continua ocupando uma posição no conselho. Para funcionários, parceiros e usuários que acompanham a Automattic, os dados concretos a observar são esses: quem conduz a operação, qual instância tomou a decisão e qual direção a empresa declarou para o período imediato. Qualquer conclusão sobre uma sucessão permanente exigiria um anúncio que ainda não aparece no material consultado.

Na prática, a Automattic passa a operar com **Mark Davies** na liderança executiva temporária, enquanto **Matt Mullenweg** permanece no conselho de administração. Essa é a informação que organiza todo o episódio: a licença foi determinada pelo conselho, Mullenweg contestou a medida e a empresa declarou confiança no comando interino. A melhor forma de acompanhar os próximos desdobramentos é observar os comunicados da companhia sobre a execução de suas prioridades e distinguir decisões oficialmente anunciadas das alegações feitas na disputa interna. A transição já começou, mas sua duração e seus próximos limites dependerão de novas deliberações do conselho ou de comunicados da Automattic.