---
title: "O Nubank amplia sua operação nos Estados Unidos com conta, cartões e remessas"
author: "Gustavo Ramos O. Klein"
date: "2026-09-11 07:00:00-03"
category: "Negócios & Inovação"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/11/o-nubank-amplia-sua-operacao-nos-estados-unidos-com-conta-cartoes-e-remessas/md"
---

## Resumo
- O Nubank iniciou operações nos Estados Unidos em 10 de setembro de 2026 por meio do Lead Bank.
- A Nu Account oferece rendimento anual de 3,50% e proteção FDIC.
- O cartão Mastercard não tem anuidade, oferece 1,5% de cashback e pode chegar a 2% conforme critérios de elegibilidade.
- As remessas internacionais são gratuitas inicialmente para Brasil, México e Colômbia.
- A Nu Global usa USDC e EURC e foi apresentada para atender mais de 35 países.
- A operação americana pode receber entre US$ 200 milhões e US$ 300 milhões nos próximos dois anos.
- A licença bancária nacional definitiva ainda depende da análise do Federal Reserve e de outras agências.

---

Em 10 de setembro de 2026, o Nubank iniciou formalmente suas operações nos Estados Unidos através de uma parceria com o Lead Bank. A oferta inicial inclui conta com rendimento anual de 3,50%, cartão de crédito Mastercard sem anuidade, com 1,5% de cashback base, e remessas para Brasil, México e Colômbia sem tarifas. Simultaneamente, o banco lançou a Nu Global, uma conta multimoedas utilizando USDC e EURC para atender mais de 35 países. O ponto que organiza essa expansão é a combinação entre serviços financeiros para uso imediato e uma estrutura regulatória que ainda está sendo concluída. Neste artigo, a proposta fica mais clara ao separar o que já está disponível, como as diferentes contas se conectam e qual é o próximo passo do Nubank nos Estados Unidos.

## Uma porta de entrada apoiada por banco parceiro

A Nu Account, via Lead Bank, conta com proteção FDIC. A conta oferece rendimento de 3,50% ao ano. Esse desenho permite que o Nubank coloque sua primeira oferta americana em funcionamento enquanto aguarda uma licença bancária própria, usando uma instituição parceira na etapa inicial. Para o usuário, a diferença está menos no nome da conta e mais na arquitetura por trás dela: a experiência chega pela marca do Nubank, enquanto a relação bancária inicial passa pelo Lead Bank. O **rendimento anual de 3,50%** é o primeiro elemento da proposta a transformar a conta em produto de entrada, porque concentra em um único serviço o depósito e a remuneração do saldo.

Na mesma oferta, o cartão de crédito em parceria com a Mastercard oferece 1,5% de cashback, podendo chegar a 2% com critérios de elegibilidade. As remessas internacionais atendem inicialmente Brasil, México e Colômbia. Cashback é o retorno de uma parte do valor gasto, e os critérios para alcançar o percentual maior não foram detalhados nas informações disponíveis. A combinação aproxima três momentos comuns da vida financeira: guardar dinheiro, pagar compras e enviar recursos para outro país. O **cartão sem anuidade** adiciona uma camada de uso cotidiano, enquanto as remessas ampliam a utilidade da conta para pessoas que mantêm vínculos financeiros com a América Latina.

## Remessas e conta multimoedas formam a ponte internacional

Essa conexão internacional aparece de forma direta nas remessas sem tarifas para os três mercados anunciados. Remessas são transferências de dinheiro entre países, e o serviço atende inicialmente os corredores entre os Estados Unidos, o Brasil, o México e a Colômbia. O CEO David Vélez mira o público jovem e a população hispânica inicialmente. A escolha desse público ajuda a entender por que o serviço de envio de dinheiro ocupa espaço relevante no lançamento: ele aproxima a conta americana de relações financeiras que atravessam fronteiras. A **população hispânica** é citada como um dos grupos prioritários, ao lado dos consumidores jovens, e a expansão começa com rotas específicas em vez de prometer cobertura internacional indistinta.

Enquanto a oferta americana começa com esses serviços, o Nubank apresentou a Nu Global, conta multimoedas em dólares, representados pelo USDC, e euros digitais, representados pelo EURC. A proposta utiliza stablecoins, termo empregado para os ativos digitais USDC e EURC dentro da conta, e foi desenhada para atender mais de 35 países. O Nubank também utiliza a Nu Global como ponte para entender hábitos em mais de 35 países para futuras expansões. Aqui aparece uma camada diferente da operação: a Nu Account atende a entrada nos Estados Unidos, enquanto a **Nu Global** amplia a conversa para pessoas que precisam lidar com diferentes moedas e mercados. A pergunta que fica é como essa conta internacional será ajustada depois que a empresa observar esses hábitos de uso.

## A licença definitiva ainda é o próximo degrau

Essa expansão ocorre antes da conclusão da estrutura regulatória própria. O Nubank obteve aprovação condicional do OCC em janeiro de 2026 e trabalha para obter a licença bancária nacional definitiva junto ao Federal Reserve. O OCC é o órgão citado no processo de autorização, enquanto o Federal Reserve, também chamado de Fed, participa da análise que precisa ser concluída para a operação própria. A trajetória regulatória já havia sido explicada em uma [cobertura anterior do Desbugados](https://desbugados.com.br/post/2026/06/04/nubank-solicita-licenca-para-operar-como-banco-nacional-nos-estados-unidos), e o lançamento atual mostra a passagem do pedido de licença para a oferta concreta de produtos. A **aprovação condicional** preparou o terreno, mas ainda não substitui a autorização bancária nacional completa.

Até a licença definitiva, a empresa utiliza um modelo de banco parceiro, o Lead Bank, enquanto aguarda a autorização própria. O início das operações ocorreu em 10 de setembro de 2026. O Nubank aguarda a conclusão da análise do Federal Reserve e outras agências para obter a licença bancária nacional completa, prevista para o próximo ano. Essa divisão ajuda a separar duas etapas que poderiam parecer uma só: o cliente já encontra serviços do Nubank nos Estados Unidos, mas a operação bancária própria depende de uma decisão regulatória posterior. Na prática, o lançamento inaugura a presença comercial agora, enquanto o **próximo ano** concentra a expectativa de uma estrutura diretamente autorizada para operar como banco nacional.

## Investimento, adequação do produto e público-alvo

O investimento previsto dá a medida do compromisso com a operação americana. A expectativa de investimento para a operação americana é de US$ 200 a US$ 300 milhões nos próximos dois anos. O banco busca atingir market fit entre 12 a 24 meses. Market fit significa encontrar uma combinação entre produto e demanda que faça sentido para o público escolhido, e o prazo indicado mostra que o Nubank espera testar a aderência da oferta antes de ampliar sua atuação. O valor de até **US$ 300 milhões** está associado aos próximos dois anos, enquanto o intervalo de 12 a 24 meses funciona como referência para avaliar se a proposta encontrou espaço entre os consumidores americanos.

Na outra ponta, a estratégia de entrada do Nubank nos EUA envolve o sacrifício de 100 pontos-base no índice de eficiência para expansão. A empresa mira um contingente de 100 a 150 milhões de clientes desbancarizados ou sub-bancarizados. Desbancarizados são consumidores sem acesso adequado a serviços bancários, enquanto sub-bancarizados têm algum acesso, porém de forma limitada. Um ponto-base equivale a 0,01 ponto percentual, portanto 100 pontos-base correspondem a um ponto percentual no índice citado. O dado mostra que a expansão foi planejada com um custo de eficiência declarado, e o alvo de **100 a 150 milhões de pessoas** indica a dimensão do público que a empresa pretende alcançar nos Estados Unidos.

## O que muda a partir de agora

Agora, o lançamento pode ser lido como uma operação em duas velocidades. A primeira já está ativa: conta com rendimento anual de 3,50%, cartão de crédito sem anuidade, cashback de 1,5% e remessas sem tarifas para Brasil, México e Colômbia, tudo estruturado inicialmente com o Lead Bank. A segunda depende da aprovação regulatória que permitirá ao Nubank operar com sua própria licença bancária nacional. Para quem acompanha a expansão, a distinção evita confundir disponibilidade comercial com autorização definitiva. O **primeiro passo concreto** já aconteceu em 10 de setembro de 2026; o próximo depende do Federal Reserve e de outras agências.

Até a conclusão dessa análise, a caixa de ferramentas para entender o movimento é objetiva: observar a Nu Account como porta de entrada nos Estados Unidos, a Nu Global como conta multimoedas para mais de 35 países e a licença nacional como etapa que pode reorganizar a operação própria. O Nubank também terá de perseguir o market fit no prazo de 12 a 24 meses e executar o investimento previsto de US$ 200 milhões a US$ 300 milhões nos dois anos seguintes. O próximo marco anunciado é a expectativa de operação própria no próximo ano, e esse prazo dirá se a ponte construída com o Lead Bank será substituída por uma presença bancária nacional diretamente autorizada.