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title: "IBM e Lockheed Martin levam um computador quântico ao primeiro hub da Suíça"
author: "Ignácio Afonso"
date: "2026-09-12 10:30:00-03"
category: "Tecnologia & Desenvolvimento"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/12/ibm-e-lockheed-martin-levam-um-computador-quantico-ao-primeiro-hub-da-suica/md"
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## Resumo
- IBM e Lockheed Martin anunciaram um hub de inovação quântica na ETH Zurich em 10 de setembro de 2026.
- O projeto prevê o primeiro IBM Quantum System Two da Suíça no CSCS, em Lugano, até o fim de 2026.
- O sistema será equipado com o processador IBM Quantum Nighthawk.
- A iniciativa inclui pesquisas em sensoriamento quântico para navegação e manufatura aditiva de ligas metálicas.
- Indústrias, startups e instituições acadêmicas poderão acessar recursos pela IBM Quantum Network e pela nuvem.
- O hub oferecerá capacitação, certificações e workshops para ampliar o número de profissionais preparados.

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Em **10 de setembro de 2026**, a **IBM** e a **Lockheed Martin** anunciaram a criação de um hub de inovação quântica na **ETH Zurich**, na Suíça. O projeto prevê a instalação do primeiro IBM Quantum System Two do país até o fim de 2026, com operação no Centro Nacional de Supercomputação Suíço, conhecido pela sigla CSCS, em Lugano. O sistema será equipado com o processador IBM Quantum Nighthawk, enquanto o hub concentrará pesquisas, capacitação e acesso a recursos de computação quântica. A proposta ajuda a desbugar uma distinção que costuma passar despercebida: o centro nasce em Zurique, mas a máquina será operada em Lugano, conectando pesquisa acadêmica e infraestrutura computacional.

## Um centro dividido entre Zurique e Lugano

A partir desse anúncio, o primeiro ponto a entender é o acordo que sustenta a iniciativa. O projeto inclui uma parceria de compensação com a **armasuisse**, o Escritório Federal de Aquisições de Defesa da Suíça, e envolve a instalação de uma estrutura voltada à inovação quântica na ETH Zurich. A Lockheed Martin aparece ao lado da IBM na formalização do hub, enquanto a instituição suíça oferece o vínculo acadêmico para a pesquisa. O resultado planejado é uma ponte entre conhecimento universitário e aplicação industrial, em vez de um computador instalado de forma isolada.

Essa divisão geográfica dá ao projeto uma configuração bastante concreta. O hub estará associado à **ETH Zurich**, mas o primeiro IBM Quantum System Two suíço será operado no **CSCS**, em Lugano. Na prática, a universidade funciona como ponto de articulação das pesquisas e dos programas de formação, enquanto o centro nacional de supercomputação recebe a infraestrutura computacional prevista. A separação também esclarece onde cada parte da iniciativa acontece, algo especialmente importante em projetos quânticos, nos quais o equipamento e a comunidade de pesquisa precisam trabalhar de forma coordenada.

## O hardware previsto para o fim de 2026

O equipamento escolhido para a iniciativa tem nome e prazo definidos. O hub deverá receber o **IBM Quantum System Two**, descrito em um resumo técnico como o sistema de computação quântica mais avançado da IBM até o momento, equipado com o processador **Nighthawk**. O processador é o componente indicado no anúncio como responsável pela base quântica do sistema, mas as fontes não apresentam números de desempenho ou uma quantidade de qubits para essa instalação específica. Essa ausência pede uma leitura cuidadosa: o anúncio confirma a infraestrutura e o cronograma, não resultados científicos já obtidos.

O cronograma anunciado aponta para o **final de 2026**, quando o sistema deverá ser instalado no CSCS, em Lugano. Até lá, a notícia descreve uma implantação planejada, e não uma máquina já disponível para uso no país. Essa diferença é pequena no título, mas grande para quem acompanha tecnologias críticas: o próximo marco verificável será a entrada em operação do equipamento, seguida pela utilização dos recursos por universidades, startups e empresas. O calendário transforma a promessa institucional em uma sequência concreta de instalação, operação e acesso.

## Quem poderá usar a infraestrutura

Com a máquina prevista, o hub também deverá ampliar o acesso aos recursos da **IBM Quantum Network**. Segundo o material divulgado, indústrias, startups e instituições acadêmicas poderão explorar a infraestrutura por meio dessa rede, que reúne acesso aos sistemas e às atividades de computação quântica da IBM. Entre as aplicações citadas estão a química e a ciência dos materiais, áreas em que pesquisadores podem investigar problemas de interesse industrial. A proposta, portanto, não fica restrita às equipes diretamente envolvidas na instalação física do computador.

Esse acesso também será oferecido pela nuvem, isto é, por conexão remota aos recursos computacionais, sem que cada organização precise manter o sistema quântico em suas próprias instalações. O anúncio cita ainda problemas de **otimização** e serviços financeiros entre os campos que poderão ser explorados pela rede. Para o leitor, o ponto prático é direto: a presença do computador em Lugano não limita seu uso ao endereço do CSCS, pois o modelo anunciado prevê participação de usuários externos por meio da infraestrutura digital da IBM.

## Pesquisa aplicada a navegação e materiais

A colaboração foi desenhada para trabalhar em duas frentes de pesquisa mencionadas explicitamente no anúncio. A primeira é o **sensoriamento quântico para navegação**, linha que busca usar recursos quânticos em atividades de medição relacionadas à orientação e à localização. As fontes não informam um produto final, uma data de testes ou um sistema de navegação específico, portanto o alcance confirmado é o desenvolvimento de pesquisa e algoritmos nessa área. A escolha mostra que o computador será tratado como uma plataforma para investigar aplicações, e não como um equipamento destinado a uma única tarefa.

A segunda frente envolve a **manufatura aditiva de ligas metálicas**, expressão usada para designar a fabricação de peças a partir da adição controlada de material. Nesse caso, o anúncio conecta a computação quântica ao estudo de materiais e a processos industriais, sem informar quais ligas serão testadas ou quais peças poderão ser produzidas. O vínculo com a ciência dos materiais aparece novamente entre os casos de uso previstos para a rede IBM Quantum. Assim, a pesquisa do hub combina uma aplicação ligada à navegação com outra voltada à fabricação e aos materiais.

## Formação para transformar acesso em uso

Para que a infraestrutura tenha usuários preparados, o projeto inclui **programas de capacitação**, certificações e workshops destinados ao contexto suíço. Esses programas aparecem no anúncio como parte da própria iniciativa, ao lado da instalação do computador e das linhas de pesquisa. A função prática é formar pessoas capazes de trabalhar com os recursos disponíveis, desde o acesso pela rede até a investigação de problemas de interesse acadêmico ou empresarial. Sem essa camada de formação, a máquina poderia existir como uma instalação de alto custo com poucos grupos aptos a utilizá-la.

O treinamento também reforça o papel de ligação atribuído ao hub. A **ETH Zurich** concentra a dimensão acadêmica da iniciativa, enquanto o CSCS abriga a operação do sistema e a rede da IBM permite que organizações externas participem. Um registro sobre o acordo descreve o centro como uma ponte entre a pesquisa acadêmica da ETH Zurich e a aplicação industrial de tecnologias quânticas. Essa combinação coloca workshops e certificações no mesmo roteiro da infraestrutura, conectando conhecimento, acesso remoto e experimentos práticos.

## O próximo passo é colocar o plano em operação

O próximo marco anunciado é a instalação do primeiro **IBM Quantum System Two da Suíça** no CSCS, em Lugano, até o fim de 2026. A partir dessa etapa, a rede IBM Quantum deverá permitir o acesso de instituições acadêmicas, startups e indústrias aos recursos previstos, enquanto os grupos de pesquisa poderão avançar nas frentes de navegação e materiais. O anúncio ainda não apresenta resultados de experimentos realizados no hub, nem confirma aplicações comerciais concluídas. Por enquanto, o que está definido é a combinação entre local de operação, processador, prazo e modelo de acesso.

É esse conjunto que dá dimensão prática à notícia. A Suíça terá uma infraestrutura quântica planejada para operar no **CSCS**, vinculada a um hub na ETH Zurich, com o Nighthawk como processador e acesso pela nuvem para diferentes usuários. O acordo com a armasuisse acrescenta uma conexão institucional com as aquisições de defesa do país, enquanto os programas de formação tentam preparar a mão de obra para usar o equipamento. Se o cronograma for cumprido, o fim de 2026 será o momento em que a Suíça passará do anúncio de uma iniciativa quântica à operação de seu primeiro sistema IBM desse tipo.