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title: "TIM transforma o Rock in Rio em teste de estresse para o 5G"
author: "André Iglesias"
date: "2026-09-18 08:15:00-03"
category: "Tecnologia & Desenvolvimento"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/18/tim-transforma-o-rock-in-rio-em-teste-de-estresse-para-o-5g/md"
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## Resumo
- A TIM movimentou quase 200 TB de dados durante os sete dias do Rock in Rio 2026.
- O pico chegou a 44 mil conexões simultâneas durante o show de Demi Lovato, em 12 de setembro.
- A operação contou com mais de 120 antenas 5G e 110 antenas 4G na Cidade do Rock.
- O 5G respondeu por mais de 60% do tráfego nos momentos de pico e alcançou velocidades superiores a 1 Gbps.
- O maior volume diário foi de 33 TB, enquanto uma única hora chegou a registrar 3,2 TB de tráfego.
- Instagram, WhatsApp e ChatGPT lideraram o uso de aplicativos e ferramentas de inteligência artificial no festival.
- A TIM utilizou 5G Advanced, inteligência artificial, automação e um piloto de network slicing para priorizar comunicações via Push-to-Talk.

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Quase **200 TB de dados** passaram pela rede da TIM durante os sete dias do Rock in Rio 2026, enquanto o pico de utilização chegou a **44 mil conexões simultâneas** durante o show de Demi Lovato, em 12 de setembro. O volume transforma a Cidade do Rock em um teste de estresse para uma rede móvel, porque milhares de aparelhos tentam acessar a internet no mesmo espaço e em horários concentrados. Para entender o que esses números significam na prática, é preciso olhar para a infraestrutura instalada, para os hábitos digitais do público e para as ferramentas usadas pela operadora para distribuir capacidade sem deixar os serviços críticos disputando espaço em igualdade de condições.

## A Cidade do Rock como laboratório de capacidade

O desenho da operação começou com mais de **120 antenas 5G** e outras 110 antenas 4G instaladas na Cidade do Rock. Antenas adicionais ajudam a dividir a área de atendimento e a aproximar a conexão dos pontos em que os celulares estão concentrados, enquanto a combinação entre as duas gerações mantém diferentes dispositivos conectados. Nos momentos de pico, o 5G respondeu por mais de **60% do tráfego**, dado que mostra como a tecnologia já sustentava a maior parte do volume transferido durante os períodos de maior pressão. A [operação detalhada pela TIM](https://www.tim.com.br/sobre-a-tim/sala-de-imprensa/press-releases/institucional/tim-registra-mais-de-90-tb-de-trafego-no-primeiro-fim-de-semana-do-rock-in-rio-2026) ajuda a traduzir essa estrutura em números de uso real, e não apenas em promessa de velocidade.

O crescimento do tráfego também dá uma medida de como a demanda se ampliou entre as edições. O volume total ficou **8% acima de 2024** e 50% acima de 2022, enquanto o maior movimento diário ocorreu em 12 de setembro, com **33 TB** de dados. Em uma única hora, a rede suportou 3,2 TB e registrou velocidades superiores a 1 Gbps por meio do 5G. Terabytes indicam o volume acumulado de informação transferida, enquanto gigabits por segundo medem a velocidade em determinado momento. A diferença importa porque uma rede de evento precisa lidar simultaneamente com muita informação ao longo do dia e com picos intensos em poucos minutos.

## O que os usuários fizeram com a rede

O primeiro fim de semana já havia antecipado o tamanho da pressão: foram **90,5 TB** movimentados nos quatro primeiros dias, com pico de 2,6 TB em 6 de setembro e 41 mil conexões simultâneas. Naquele período, o 5G respondeu por 52% do tráfego, antes de superar 60% nos momentos de pico considerando os sete dias do festival. A diferença entre os números mostra que a utilização não ficou parada em um único patamar, pois a rede passou por variações conforme os horários e as atrações avançaram. O comportamento dos usuários também ajuda a explicar o tráfego: o Instagram foi o aplicativo mais usado, seguido pelo WhatsApp, enquanto o ChatGPT liderou entre as ferramentas de inteligência artificial.

Essa combinação de redes sociais, mensagens e inteligência artificial coloca tarefas diferentes sobre a mesma infraestrutura. O Instagram concentra o compartilhamento de imagens e vídeos, o WhatsApp sustenta conversas e o ChatGPT acrescenta consultas a serviços de IA, mas todos dependem de uma conexão disponível no momento em que o usuário tenta acessar o aplicativo. O dado sobre o ChatGPT é particularmente útil para entender que o consumo de rede em um grande evento já inclui ferramentas de interação com modelos de inteligência artificial, além das plataformas sociais mais conhecidas. A [análise dos picos registrados no festival](https://exame.com/tecnologia/stray-kids-faz-5g-da-tim-registrar-pico-de-conexoes-no-rock-in-rio-2026/) também aponta que a rede alcançou mais de 1 Gbps e chegou a 3,2 TB transferidos em uma única hora, conectando o comportamento do público à capacidade técnica disponível.

## As ferramentas usadas para evitar gargalos

Para administrar essa variação, a TIM utilizou recursos de **5G Advanced**, inteligência artificial e automação na gestão da rede da Cidade do Rock. O 5G Advanced reúne recursos de evolução da rede 5G, enquanto o monitoramento por inteligência artificial e os processos automatizados ajudam a acompanhar a operação conforme o tráfego muda. A estrutura também incluiu antenas de nova geração chamadas **High Capacity**, projetadas para ampliar a capacidade de atendimento em áreas com muitos aparelhos conectados. O ponto central está em combinar mais capacidade física com acompanhamento contínuo, pois aumentar a velocidade máxima de uma conexão não resolve sozinho uma concentração de dezenas de milhares de acessos.

Outro recurso testado foi o **network slicing**, técnica que divide virtualmente a rede em partes com prioridades diferentes. No festival, o projeto piloto foi usado para priorizar comunicações via **Push-to-Talk**, serviço que permite comunicação por voz acionada como um rádio. A escolha mostra uma aplicação prática do conceito: em vez de tratar todo o tráfego da mesma maneira, a operação reservou prioridade para uma comunicação definida como necessária durante o evento. Essa separação ajuda a explicar por que o teste envolve mais do que medir velocidade, já que também examina como a infraestrutura reage quando diferentes tipos de uso precisam coexistir.

## O que o teste ensina sobre o próximo salto da conectividade

O resultado do Rock in Rio organiza a discussão sobre 5G em três medidas concretas: volume total transferido, quantidade de conexões simultâneas e velocidade alcançada nos picos. A TIM movimentou quase **200 TB**, atendeu até 44 mil conexões ao mesmo tempo e registrou velocidades acima de **1 Gbps** em momentos de alta demanda. Cada número responde a uma pergunta diferente. O volume indica quanto a rede transportou durante os sete dias, as conexões mostram quantos acessos disputaram capacidade em determinado instante e a velocidade revela o desempenho disponível quando a infraestrutura foi mais exigida. Para o usuário, essa leitura é mais útil do que observar apenas a velocidade anunciada em condições ideais.

O caso também mostra por que grandes eventos funcionam como ambientes concentrados para testar redes móveis. A operação reuniu crescimento de tráfego em relação a edições anteriores, forte participação do 5G, uso intenso de aplicativos sociais e aumento da presença de ferramentas de inteligência artificial. Ao mesmo tempo, a TIM precisou manter uma camada de prioridade para comunicações via Push-to-Talk, usando o network slicing como piloto. O aprendizado prático está na combinação entre **capacidade**, gestão automatizada e prioridade de serviço, três elementos que aparecem juntos quando milhares de pessoas tentam fazer coisas diferentes conectadas ao mesmo ponto de acesso.

## A caixa de ferramentas para entender o desempenho

Para avaliar uma rede em situações de grande concentração, o leitor pode começar pelos números que a experiência da TIM tornou visíveis: quantos dispositivos estavam conectados ao mesmo tempo, quanto tráfego foi gerado no período e qual foi a velocidade nos piores picos. Depois, vale observar qual tecnologia carregou a maior parte dos dados e se houve mecanismos para separar serviços com prioridades distintas. No Rock in Rio 2026, o **5G superou 60% do tráfego nos picos**, enquanto o network slicing foi usado para priorizar o Push-to-Talk. Esses dados formam uma régua mais completa para comparar conectividade, porque mostram tanto o desempenho percebido quanto a engenharia usada para sustentar a operação.

O próximo passo não está em tratar o 5G como uma promessa abstrata, mas em acompanhar onde ele já entrega capacidade mensurável. No festival, a combinação de mais de **120 antenas 5G**, 110 antenas 4G, ferramentas de 5G Advanced e monitoramento por inteligência artificial sustentou quase 200 TB em sete dias. A experiência deixa uma conclusão prática: quando a demanda aumenta, a qualidade da conexão depende da quantidade de infraestrutura, da distribuição do tráfego e da prioridade dada aos serviços que não podem esperar. É essa combinação, mais do que um único número de velocidade, que transforma uma rede móvel em uma plataforma capaz de lidar com eventos cada vez mais conectados.