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title: "Startup quer vender clones digitais de Freud e Arthur Aguiar feitos com IA"
author: "Gabriela P. Torres"
date: "2026-09-19 07:15:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/19/startup-quer-vender-clones-digitais-de-freud-e-arthur-aguiar-feitos-com-ia/md"
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## Resumo
- A startup O Conselho recebeu cerca de R$ 4 milhões para desenvolver clones digitais baseados em pessoas reais.
- Os modelos são treinados para reproduzir aparência, linguagem, conhecimento e comportamentos.
- Nove contratos já foram assinados, incluindo Arthur Aguiar e Demian Maia.
- A meta da empresa é chegar a dez contratos para realizar o lançamento oficial.
- O plano comercial prevê cobrança por interações em texto ou vídeo, com divisão de receita de 50/50.
- O treinamento considera conteúdo público, perfil psicológico, dados comportamentais e vícios de linguagem.
- Sigmund Freud está entre as figuras históricas que a startup planeja incluir na plataforma.

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Uma startup chamada **O Conselho** quer transformar a aparência, a linguagem, o conhecimento e os comportamentos de pessoas em clones digitais criados por inteligência artificial. A proposta inclui nomes já conhecidos, como **Arthur Aguiar**, e figuras históricas que ainda estão no plano da empresa, como Sigmund Freud. Segundo a [reportagem da Exame](https://exame.com/insight/de-freud-a-arthur-aguiar-a-startup-que-quer-faturar-com-clones-digitais-feitos-por-ia/p), o projeto combina um investimento de cerca de **R$ 4 milhões** com um modelo de cobrança por interação. O ponto a ser desbugado é direto: a plataforma não está anunciando apenas um personagem virtual, mas uma forma de comercializar conversas que imitam a identidade de uma pessoa.

## O investimento por trás da proposta

A primeira peça verificável dessa proposta é o aporte feito pelo empresário **Arthur Farache**, que investiu cerca de **R$ 4 milhões** para desenvolver a plataforma. O valor aparece associado à criação de modelos treinados para reproduzir diferentes dimensões de um indivíduo, e não somente uma imagem ou um avatar visual. A descrição da empresa reúne aparência, linguagem, conhecimento e comportamentos no mesmo produto, o que ajuda a entender por que o projeto depende de uma etapa de treinamento mais ampla. Se o objetivo fosse produzir apenas uma figura digital, então a aparência bastaria; como a promessa inclui conversa e comportamento, a empresa precisa trabalhar com mais camadas de informação.

Essa combinação define o que a startup chama de **clone digital**: um modelo de inteligência artificial preparado para responder e se apresentar de maneira associada a uma pessoa específica. O termo não significa que a pessoa original esteja conversando diretamente em cada interação, pois a proposta descrita é treinar um modelo para reproduzir características atribuídas ao indivíduo. A plataforma pretende reunir elementos públicos e padrões pessoais para criar uma experiência de contato mediada pela tecnologia. A questão comercial surge imediatamente: quanto mais atributos o modelo tenta reproduzir, mais a identidade deixa de ser apenas uma imagem promocional e passa a funcionar como o próprio produto oferecido ao público.

## Quem já assinou e o que falta para o lançamento

A composição inicial da plataforma já conta com **nove contratos assinados**, segundo a informação disponível. Entre os nomes estão **Arthur Aguiar**, identificado como vencedor do BBB 22, e o lutador **Demian Maia**. Esses dois casos ajudam a mostrar a amplitude da proposta comercial apresentada pela startup, que reúne uma personalidade conhecida por sua exposição pública e um profissional ligado ao esporte de combate. O ponto comum, de acordo com a descrição da plataforma, é a possibilidade de transformar características individuais em uma interface de interação para seguidores.

O número nove também funciona como marcador operacional do projeto, porque a meta informada é chegar a **dez contratos** antes do lançamento oficial. A diferença entre os dois números é pequena, mas altera o estágio do negócio: a startup ainda está na fase de completar a quantidade de nomes que estabeleceu para colocar a plataforma no ar oficialmente. A mesma descrição informa que a empresa negocia com profissionais de diversas áreas, enquanto planeja incluir figuras históricas. Portanto, o próximo passo anunciado não é uma expansão indefinida, mas a assinatura de mais um contrato para atingir a meta declarada.

## Como a inteligência artificial será monetizada

A etapa seguinte da lógica comercial está no modo de cobrança. O modelo prevê que os seguidores paguem por interações com os clones, em **texto ou vídeo**, e que a receita seja dividida igualmente entre a plataforma e o influenciador. Em termos práticos, a unidade de venda descrita não é apresentada como uma licença única do personagem, mas como o contato realizado com ele dentro do serviço. Se cada conversa ou resposta gera uma interação monetizada, então a receita acompanha o uso do clone; se não houver interação, a fonte não descreve outra forma de faturamento para compensar essa ausência.

Esse desenho coloca a divisão **50/50** no centro da proposta. De um lado, a plataforma desenvolve e opera os modelos; do outro, o influenciador participa como referência da identidade reproduzida. O contexto consolidado também descreve a monetização de interações durante **24 horas por dia**, com a receita repartida entre a empresa e os donos das imagens reproduzidas. A fonte não informa o preço de cada interação, nem apresenta uma estimativa de faturamento, portanto não há base para calcular quanto o negócio poderá render. O que está documentado é a mecânica: pagar pelo contato, dividir o valor e manter o clone disponível para novas interações.

## O que será usado para reproduzir cada pessoa

Para sustentar esse tipo de experiência, o processo de treinamento dos modelos envolve **conteúdo público**, perfil psicológico e vícios de linguagem dos indivíduos. Conteúdo público, neste caso, é o material já disponível sobre a pessoa e que pode ser analisado pela plataforma; vícios de linguagem são hábitos recorrentes na forma de falar ou escrever. A menção ao perfil psicológico amplia a tentativa de reprodução para além do vocabulário, porque a empresa afirma considerar também características comportamentais. A consequência prática dessa escolha é que o clone precisa ser alimentado por diferentes tipos de informação antes de ser apresentado como uma versão digital reconhecível.

O contexto consolidado descreve ainda o uso de dados **comportamentais, psicológicos e linguísticos** para conferir autenticidade aos modelos. É nesse ponto que a inclusão de Sigmund Freud ganha sentido dentro da estratégia anunciada: a startup planeja trabalhar com uma figura histórica, ao mesmo tempo que negocia com profissionais de áreas diversas. Freud, porém, aparece como parte do plano da empresa, enquanto Arthur Aguiar e Demian Maia estão entre os nomes ligados aos contratos já assinados. A distinção evita misturar o que já foi contratado com o que ainda está sendo planejado, separando a oferta existente da expansão pretendida.

## O que já está confirmado e qual é o próximo passo

A proposta do **O Conselho** está suficientemente definida em três pontos: houve um investimento de aproximadamente **R$ 4 milhões**, nove contratos já foram assinados e a receita será dividida em partes iguais nas interações com os clones. Também está descrita a base do treinamento, que combina conteúdo público, perfil psicológico e hábitos de linguagem. Esses dados permitem entender a operação sem preencher as lacunas com promessas que a fonte não apresenta. Não há, no material disponível, preço por conversa, previsão de faturamento ou data específica para a estreia, portanto esses pontos permanecem fora da análise.

O próximo passo anunciado é objetivo: a startup precisa alcançar o **décimo contrato** para cumprir a meta associada ao lançamento oficial. Até lá, Sigmund Freud permanece entre as figuras históricas que a empresa planeja incluir, enquanto Arthur Aguiar e Demian Maia aparecem entre os nomes já contratados. A lógica comercial, portanto, está montada em torno de uma sequência verificável: treinar clones com dados de linguagem e comportamento, cobrar por interações em texto ou vídeo e repartir a receita em **50/50**. O que falta para transformar a proposta em lançamento é o contrato adicional indicado pela própria empresa.