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title: "CBTS leva o Claude Enterprise a 2.300 funcionários e cria sua própria fábrica de agentes"
author: "Ignácio Afonso"
date: "2026-09-25 08:45:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/25/cbts-leva-o-claude-enterprise-a-2300-funcionarios-e-cria-sua-propria-fabrica-de-agentes/md"
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## Resumo
- A CBTS ampliou o Claude Enterprise de 250 usuários para todos os 2.300 funcionários em quatro meses.
- A empresa usou a própria operação como laboratório para testar inteligência artificial em pesquisa, redação, engenharia e colaboração entre áreas.
- A CBTS informou ter obtido retorno sobre o investimento em menos de 90 dias e cerca de US$ 2 milhões em receitas fechadas.
- O plano de "100% agentic delivery" propõe o uso de agentes em vendas, operações, segurança e tecnologia da informação.
- O Forge AI mede consumo de tokens e custos por equipe e caso de uso para orientar a adoção de inteligência artificial.
- O Forge Agents cria agentes personalizados em poucos dias para clientes dos Estados Unidos e do Canadá.
- A estratégia é voltada a empresas de médio porte que precisam sair dos projetos-piloto e chegar à operação em escala.

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Em setembro de 2026, a **CBTS** informou ter levado o Claude Enterprise a toda a sua força de trabalho de **2.300 funcionários**, depois de começar com 250 usuários em março e concluir a expansão em quatro meses. A companhia de serviços de tecnologia usou a própria operação como laboratório para testar pesquisa, redação e engenharia técnica antes de transformar a experiência em uma oferta para clientes. O retorno sobre o investimento apareceu em menos de 90 dias, segundo a empresa, enquanto o novo Forge Agents passou a oferecer agentes de inteligência artificial personalizados em poucos dias. Os dois anúncios formam a base de um plano chamado de **"100% agentic delivery"**, ou entrega orientada por agentes, destinado principalmente a empresas de médio porte.

## Quando a própria empresa vira o primeiro laboratório

A expansão começou de maneira controlada, com **250 usuários em março de 2026**, e chegou aos 2.300 funcionários quatro meses depois, sob a liderança de **Mark Giles**, diretor de tecnologia da CBTS. A implantação envolveu atividades de pesquisa e redação, além de trabalhos de engenharia técnica e projetos de colaboração entre áreas. Essa sequência permitiu que a companhia observasse o uso do Claude Enterprise em tarefas diferentes, em vez de limitar o teste a um departamento isolado ou a uma demonstração de laboratório. A experiência também serviu para identificar benefícios e limitações antes que o modelo fosse apresentado aos clientes, ligando a adoção interna ao plano comercial que viria em seguida.

Essa primeira etapa produziu números que ajudam a dimensionar a aposta. A CBTS afirma ter obtido **retorno sobre o investimento em menos de três meses**, sem registrar incidentes graves de segurança durante a implantação, e relata cerca de **US$ 2 milhões em receitas fechadas** associadas à iniciativa. Na área de proteção digital, o Centro de Operações de Segurança, conhecido pela sigla SOC, conteve incidentes duas vezes mais rápido com o uso de agentes, segundo a empresa. O dado não transforma a inteligência artificial em solução automática para todos os problemas, mas mostra por que a CBTS decidiu tratar a própria estrutura como um campo de prova antes de propor a mesma mudança ao mercado.

## Do piloto à entrega orientada por agentes

O passo seguinte foi transformar o aprendizado interno em um roteiro para organizações que ainda estão presas à fase de projetos-piloto. No vocabulário adotado pela CBTS, a expressão **"100% agentic delivery"** descreve uma operação em que agentes de inteligência artificial assumem funções de vendas, operações, segurança e tecnologia da informação. Agentes, nesse contexto, são sistemas preparados para conduzir tarefas dentro de um processo de trabalho, e não apenas responder a uma pergunta isolada em uma conversa. A proposta depende de governança, que define regras de uso e responsabilidade, segurança e modelos operacionais capazes de levar a tecnologia para a escala, fazendo a ponte entre a experiência da CBTS e as necessidades de empresas de médio porte.

Essa mudança de linguagem também altera a pergunta que uma empresa precisa fazer sobre inteligência artificial. Em vez de medir o sucesso somente pela existência de um teste ou pelo número de pessoas com acesso ao Claude Enterprise, o plano da CBTS concentra a atenção na forma como agentes podem participar de processos inteiros. A própria implantação foi usada para observar essa passagem, porque reuniu atividades de pesquisa, engenharia e colaboração entre áreas dentro da mesma organização. O resultado apresentado pela companhia combina expansão para **2.300 funcionários**, retorno em menos de 90 dias e mecanismos de controle, uma fórmula que a CBTS agora descreve como caminho para sair da experimentação e chegar à operação contínua.

## Forge AI prepara o terreno para o Forge Agents

O controle necessário para essa expansão aparece no framework **Forge AI**, lançado em março de 2026. A estrutura reúne consultoria de inteligência artificial, preparação de dados e engenharia em uma mesma oferta, permitindo que a empresa organize o trabalho antes de colocar agentes em funcionamento. Um dos pontos apresentados pela CBTS é o acompanhamento do consumo de tokens, unidades usadas para processar textos e comandos em modelos de inteligência artificial. O gasto pode ser medido por equipe e por caso de uso, enquanto as cargas de trabalho são direcionadas ao modelo mais eficiente para cada tarefa. A ideia é transformar o custo da IA em um item observável, e não em uma despesa que cresce sem explicação.

Sobre essa base, a CBTS apresentou o **Forge Agents**, uma oferta voltada à criação de agentes personalizados em poucos dias. A diferença prática está no foco: o Forge AI organiza consultoria, dados, engenharia e custos, enquanto o Forge Agents entrega soluções ajustadas às necessidades de cada cliente. A [central de notícias da CBTS](https://www.cbts.com/insights/newsroom) descreve o serviço como parte de uma estrutura tecnológica pronta para inteligência artificial nos Estados Unidos e no Canadá. O anúncio dá forma comercial ao aprendizado obtido com o Claude Enterprise, porque a empresa deixa de falar somente sobre adoção interna e passa a oferecer um caminho para construir agentes sob medida para outras organizações.

## Segurança, custo e o próximo passo

A experiência interna também colocou limites concretos na conversa sobre automação. A CBTS afirma que a expansão para os **2.300 funcionários** ocorreu sem incidentes graves de segurança e que seu SOC passou a conter incidentes duas vezes mais rápido com agentes. Segurança, nesse caso, não aparece como uma etapa posterior ao lançamento, mas como parte do modelo operacional usado para levar a ferramenta a toda a companhia. O mesmo vale para o custo: ao acompanhar o consumo de tokens por equipe e por caso de uso, a empresa tenta evitar gastos imprevisíveis enquanto amplia a quantidade de processos apoiados por inteligência artificial. Esses controles são o ponto que conecta o laboratório interno ao roteiro destinado ao mercado intermediário.

O próximo passo anunciado pela CBTS é levar esse roteiro de **100% agentic delivery** a empresas de médio porte, usando a implantação do Claude Enterprise como referência prática e o Forge Agents como caminho para criar soluções personalizadas em poucos dias. A companhia apresentou sua própria força de trabalho como o primeiro cliente da experiência, mediu o retorno em menos de 90 dias e agora oferece a combinação de governança, segurança, controle de tokens e engenharia como modelo de escala. Para quem acompanha a tecnologia sem o jargão, a mensagem é direta: a adoção corporativa saiu da demonstração isolada e passou a ser tratada como uma operação que precisa de método, medição e responsabilidade.