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title: "Trump deve discutir inteligência artificial com líderes políticos e executivos de tecnologia"
author: "Ignácio Afonso"
date: "2026-09-26 09:45:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/26/trump-deve-discutir-inteligencia-artificial-com-lideres-politicos-e-executivos-de-tecnologia/md"
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## Resumo
- Trump e Mike Johnson têm uma reunião prevista para 29 de setembro com executivos de tecnologia para discutir inteligência artificial.
- A pauta deve incluir a responsabilidade das empresas pela segurança da IA e o papel do governo federal.
- O Departamento de Estado dos Estados Unidos orientou a troca de Inteligência Artificial por Super Inteligência em documentos oficiais.
- A administração Trump planeja criar uma SI Force, substituindo a antiga denominação AI Force.
- Dez democratas apresentaram um projeto para proibir a superinteligência e pausar o desenvolvimento de IA avançada até a criação de um regime de verificação.
- Trump rejeita regulamentações rigorosas e cita a concorrência com a China como motivo para não desacelerar o desenvolvimento.

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Donald Trump e **Mike Johnson**, presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, têm uma reunião prevista para **29 de setembro de 2026** com executivos do setor tecnológico para discutir inteligência artificial. A informação, atribuída a uma fonte e publicada pela [Reuters](https://www.reuters.com/world/us/trump-us-house-speaker-tech-ceos-meet-ai-september-29-source-says-2026-09-24/), ganha peso porque chega acompanhada de uma mudança na comunicação oficial americana: o Departamento de Estado passou a orientar funcionários a trocar Inteligência Artificial por Super Inteligência. As duas frentes mostram que Washington está tratando a tecnologia ao mesmo tempo como assunto de governo, disputa econômica e debate sobre segurança, embora ainda não exista confirmação de que o encontro tenha ocorrido.

## Uma reunião entre governo, Congresso e empresas

A data aparece como um compromisso agendado, não como uma decisão já executada. Segundo a Reuters, o encontro reunirá **Donald Trump**, o republicano Mike Johnson e executivos de empresas de tecnologia em meio a pressões por diretrizes federais para o desenvolvimento da inteligência artificial. Diretrizes federais são orientações ou regras estabelecidas pelo governo nacional, e a discussão ganhou espaço porque parte dos parlamentares defende uma ação mais ampla enquanto Trump rejeita medidas que, em sua avaliação, poderiam colocar os Estados Unidos em desvantagem diante da China. A composição da mesa já antecipa o conflito que deverá orientar a conversa.

Esse conflito aparece de maneira mais direta na pauta esperada para o encontro. A ABC News informou que a reunião de 29 de setembro deve discutir a **responsabilidade das empresas pela segurança da IA** e as funções do governo federal nesse processo, uma divisão que separa quem desenvolve os sistemas de quem define os limites para seu uso. Trump também havia prometido anteriormente nomear um czar da IA, expressão usada para designar um responsável político por coordenar a área dentro do governo. Assim, o encontro deverá servir para medir quanto da proteção ficará sob compromisso voluntário das empresas e quanto dependerá de uma decisão legislativa.

## Por que a Casa Branca quer dizer Super Inteligência

A troca de palavras foi formalizada pelo Departamento de Estado em uma diretriz enviada a diplomatas e funcionários. O documento determina que todas as referências a **Inteligência Artificial** sejam substituídas por Super Inteligência em documentos e materiais oficiais, e a mudança foi registrada em um e-mail enviado por **Michael Drager**, secretário adjunto suplente. Trump justificou a decisão durante a Assembleia-Geral da ONU, em 22 de setembro de 2026, ao afirmar que o termo artificial seria impreciso. A escolha do novo rótulo, portanto, não ficou restrita a um discurso presidencial e passou a alcançar a linguagem administrativa do governo.

A administração também planeja criar uma **SI Force**, nome que substituiria a denominação anterior AI Force. Até aqui, as informações disponíveis descrevem uma alteração de nomenclatura e de comunicação, não uma explicação técnica sobre algum sistema novo. Esse detalhe ajuda a separar o que mudou no vocabulário oficial do que ainda precisa ser definido na política pública: chamar a tecnologia de Super Inteligência não esclarece quem responderá por falhas, quais testes serão exigidos ou qual autoridade poderá interromper um desenvolvimento. A piada quase se escreve sozinha, mas trocar a placa da porta não resolve a reunião que acontece dentro da sala.

## O Congresso quer pausa, enquanto Trump cita a China

A disputa política ganhou uma proposta concreta na Câmara dos Representantes. Um grupo de **10 democratas**, liderado pelo deputado Greg Casar, apresentou o projeto Ban Artificial Superintelligence Act, que pretende proibir a superinteligência e pausar o desenvolvimento de inteligência artificial avançada até a criação de um regime de verificação. Nesse caso, regime de verificação significa um sistema de checagem capaz de confirmar se as condições de segurança foram cumpridas antes que o desenvolvimento avance. A proposta transforma o receio sobre sistemas mais poderosos em uma exigência de interrupção temporária, exatamente o tipo de medida que Trump e Johnson evitam apoiar.

Johnson afirmou que deseja que **Trump e os executivos** resolvam internamente as questões de segurança, embora evite apoiar ações legislativas amplas. A posição acompanha a resistência de Trump a regulações que possam reduzir a velocidade americana diante da China, e o presidente tem rejeitado pedidos para desacelerar o desenvolvimento da tecnologia. Em setembro, ele criticou publicamente Dario Amodei, CEO da Anthropic, por defender um abrandamento no ritmo de avanço da IA. Trump também compara a tecnologia à Revolução Industrial e sustenta que ela é necessária para a economia, deixando claro por que a reunião será acompanhada por quem deseja regras externas e por quem prefere compromissos definidos pelas próprias empresas.

## O próximo passo será transformar linguagem em regra

O uso de Super Inteligência também apareceu nas conversas entre Trump e **Xi Jinping** durante uma visita de Estado. Segundo a CNBC, os dois líderes abordaram a cooperação e os riscos da tecnologia, enquanto Trump empregou publicamente o novo termo ao falar sobre a conversa. Em comunicado, a China defendeu que a tecnologia permaneça sob controle humano e que os países cooperem para evitar seu uso indevido. A reunião americana com executivos, portanto, chega depois de uma conversa diplomática em que controle humano e cooperação foram colocados no centro, mas encontra em Washington uma administração que rejeita frear o desenvolvimento para preservar sua disputa econômica com Pequim.

O passo concreto agora é a reunião prevista para **29 de setembro**, quando Trump, Mike Johnson e executivos deverão discutir segurança corporativa, responsabilidade empresarial e o papel do governo federal. Até lá, três posições continuarão pressionando a mesma mesa: o projeto democrata que propõe pausa e verificação, a defesa de compromissos internos feita por Johnson e a oposição de Trump a regulamentações rigorosas. A mudança de Inteligência Artificial para Super Inteligência dá o tom político da discussão, mas o resultado dependerá de uma resposta mais prática: quem estabelecerá os limites e quais garantias serão exigidas antes que a tecnologia avance.