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title: "Automattic forma novo conselho após tentativa de afastar seu CEO"
author: "Lígia Lemos Maia"
date: "2026-09-27 06:00:00-03"
category: "Negócios & Inovação"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/09/27/automattic-forma-novo-conselho-apos-tentativa-de-afastar-seu-ceo/md"
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## Resumo
- Matt Mullenweg voltou ao cargo de CEO da Automattic 33 horas e 20 minutos após uma tentativa de colocá-lo em licença remunerada.
- O executivo usou 84% de seu poder de voto para substituir os diretores envolvidos na decisão de afastamento.
- O novo conselho inclui Hugh Howey, autor da série Silo, Amy Chan e os cofundadores do aplicativo IRL, Henry Khachatryan e Krutal Desai.
- Toni Schneider, Sue Decker e Ann Dunwoody deixaram o conselho por remoção ou renúncia.
- Mark Davies foi demitido do cargo de CFO após atuar como CEO interino, e o diretor jurídico Andy Missan também foi dispensado.
- A Automattic contratou Jaime Waydo, Matt Van Horn e Hiten Shah como novos consultores.
- A empresa também substituiu seu corpo jurídico após a reorganização do conselho e da liderança.

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**Matt Mullenweg**, CEO da Automattic, anunciou um novo conselho de administração depois de reassumir o comando da empresa, **33 horas e 20 minutos** após uma tentativa de afastá-lo em setembro de 2026. O executivo usou seus **84% de poder de voto** para substituir os diretores que participaram da decisão e, na sequência, apresentou novos nomes para ocupar o órgão responsável por acompanhar a direção da companhia. A lista inclui o autor Hugh Howey, a autora Amy Chan e os cofundadores do aplicativo IRL, Henry Khachatryan e Krutal Desai, além de novos consultores e de uma mudança na equipe jurídica. A [reconstituição do conselho da Automattic](https://techcrunch.com/2026/09/25/automattic-has-a-new-board-after-failed-attempt-to-put-ceo-on-leave) transforma uma crise de comando em uma reorganização concreta, mas as fontes consultadas não acrescentam outros motivos para a disputa além da tentativa de colocá-lo em licença.

## As 33 horas que mudaram o comando

O episódio começou em **9 de setembro de 2026**, quando Mark Davies, então diretor financeiro da Automattic, e os membros do conselho Ann Dunwoody, Toni Schneider e Sue Decker votaram para colocar Mullenweg em licença remunerada. O CEO afirmou que recebeu pouco aviso prévio e que não teve oportunidade de buscar uma consulta jurídica independente, uma informação que ajuda a entender por que a decisão foi apresentada como uma ruptura repentina na estrutura de comando. Davies assumiu inicialmente a função de CEO interino, expressão usada para indicar uma liderança temporária enquanto a empresa atravessa uma transição. A primeira mudança, portanto, não foi uma sucessão planejada, mas uma tentativa de interromper a atuação diária do executivo que comandava a companhia.

A interrupção, porém, durou pouco. Segundo o relato publicado na época, **Mullenweg retornou ao cargo em 33 horas e 20 minutos** após o início do conflito, encerrando a experiência de Davies como responsável interino pela liderança executiva. A sequência pode ser acompanhada também pela [descrição do afastamento e do retorno de Mullenweg](https://www.cmswire.com/digital-experience/automattic-ceo-matt-mullenweg-sidelined-as-board-moves-without-him), que registra a velocidade incomum da reversão. Em vez de permanecer afastado enquanto o conselho conduzia a empresa, o executivo voltou a exercer a função de CEO e utilizou sua participação com direito a voto para alterar a composição do órgão que havia aprovado a licença. O relógio, nesse caso, não é apenas uma medida de tempo: ele organiza a própria narrativa da disputa, que saiu de uma decisão do conselho para uma recomposição acelerada do poder.

## Quem entra e quem sai da mesa de decisão

O novo conselho reúne quatro nomes apresentados por Mullenweg: **Hugh Howey**, autor da série de livros Silo, **Amy Chan**, também autora, e os cofundadores do aplicativo IRL, **Henry Khachatryan** e **Krutal Desai**. A composição aproxima a governança da empresa de perfis ligados à criação literária e à fundação de produtos digitais, mas as fontes não atribuem funções específicas a cada integrante nem explicam quais critérios orientaram a escolha. O dado verificável é a substituição do grupo anterior por uma formação inteiramente nova, anunciada depois que Mullenweg retomou o cargo. Em uma companhia cuja autoridade foi disputada em poucas horas, os nomes do conselho funcionam como a primeira tradução visível da nova ordem interna.

A mudança também alcançou os responsáveis pela decisão de afastamento. **Toni Schneider, Sue Decker e Ann Dunwoody** foram removidos ou renunciaram ao conselho, enquanto **Mark Davies**, que havia sido nomeado CEO interino, deixou o cargo de diretor financeiro e foi demitido. O diretor jurídico Andy Missan também foi dispensado, ampliando a reorganização para além da sala do conselho e da liderança executiva. Essa sucessão de saídas não deve ser confundida com uma explicação sobre as causas do conflito, pois as fontes fornecidas não detalham essas razões. Ela mostra, de forma objetiva, quais posições foram alteradas depois que Mullenweg voltou a exercer seu poder de voto.

## Novos consultores e uma nova estrutura jurídica

A reconfiguração não terminou com a escolha dos quatro conselheiros. A Automattic também contratou **Jaime Waydo, Matt Van Horn e Hiten Shah** como novos consultores, incorporando ao processo de reorganização pessoas que não aparecem na composição do conselho anunciada. Consultores são profissionais chamados para oferecer orientação especializada, enquanto os conselheiros integram o órgão formal de direção e supervisão da empresa. A distinção importa porque os dois grupos ocupam lugares diferentes na arquitetura de uma companhia: um aconselha, o outro participa das decisões de governança. Ao anunciar ambos, Mullenweg alterou tanto a mesa que acompanha a administração quanto o círculo de pessoas chamado a apoiá-la.

Outra medida foi a substituição do **corpo jurídico da Automattic**, ou seja, da equipe responsável por orientar a empresa em assuntos legais. A troca ocorreu junto da formação do novo conselho e das demissões de Davies e Missan, compondo uma remodelação ampla dos postos que cercam o CEO. Não há, nas informações disponíveis, detalhes sobre quais escritórios ou profissionais passaram a prestar esse aconselhamento, nem sobre mudanças específicas em processos judiciais. O que está documentado é a alteração da orientação jurídica como parte da resposta de Mullenweg à tentativa de afastamento. A empresa saiu, assim, de uma crise de comando com novos conselheiros, novos consultores e uma nova estrutura legal.

## O que muda para a governança da Automattic

Em termos práticos, a sequência concentra a leitura do episódio em uma pergunta simples: quem tinha autoridade para interromper a atuação do CEO e quem passou a definir a composição do conselho depois da reversão? O conselho anterior votou pela licença remunerada, mas **Mullenweg usou seus 84% de poder de voto** para substituir os diretores envolvidos na iniciativa. A governança, termo que descreve as regras e os órgãos usados para dirigir uma empresa, aparece aqui como algo concreto: nomes foram retirados, outros foram escolhidos e a liderança executiva voltou ao ocupante anterior em pouco mais de um dia. A fonte não apresenta uma explicação adicional para o conflito, por isso a análise precisa permanecer nesse limite e observar os atos documentados, não preencher as lacunas com suposições.

O resultado anunciado é uma Automattic com **Hugh Howey, Amy Chan, Henry Khachatryan e Krutal Desai** no novo conselho, consultores recém-contratados e uma equipe jurídica substituída, enquanto Mullenweg permanece como CEO após o breve afastamento. Para quem acompanha empresas digitais, a caixa de ferramentas para entender o caso é direta: separar conselho de administração e liderança executiva, distinguir um CEO interino do ocupante efetivo do cargo e observar como o poder de voto pode alterar a composição do órgão de decisão. O próximo ponto verificável da história está nessa nova configuração, formada depois das 33 horas e 20 minutos de ruptura, e não em hipóteses sobre motivos que as fontes não apresentaram.