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title: "Avenue coloca IA em até 85% da engenharia para acelerar seus produtos"
author: "André Iglesias"
date: "2026-10-03 09:00:00-03"
category: "Inteligência Artificial & Dados"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/10/03/avenue-coloca-ia-em-ate-85-da-engenharia-para-acelerar-seus-produtos/md"
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## Resumo
- A Avenue afirma aplicar IA em 80% a 85% dos códigos produzidos por sua equipe de engenharia.
- O time responsável pela engenharia tem 120 funcionários e utiliza agentes e robôs no fluxo de produção.
- Henry Conceição, CTO da Avenue, classifica a inteligência artificial como um pré-requisito estratégico.
- Design, testes e validação aparecem como gargalos porque não acompanham a velocidade da engenharia.
- A empresa pretende oferecer algum nível de assessoria automatizada ou humana a 100% da sua base.
- O percentual de uso da IA mede a participação no desenvolvimento de código, mas não comprova sozinho ganhos de produto ou atendimento.

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A Avenue, corretora controlada pelo Itaú Unibanco, afirma que agentes e robôs participam de 80% a 85% dos códigos produzidos por seu time de engenharia, formado por 120 funcionários. O dado, apresentado na [reportagem sobre a estratégia da empresa](https://neofeed.com.br/videos/revolucao-ia/na-corrida-offshore-avenue-aplica-ia-em-ate-85-do-que-produz-na-engenharia), mostra uma mudança na forma como a tecnologia entra no desenvolvimento de produtos. Para **Henry Conceição**, CTO da Avenue, a inteligência artificial já funciona como uma condição de trabalho para a engenharia, enquanto a empresa tenta ampliar sua capacidade de atendimento. O ponto mais interessante está na tensão criada por essa velocidade: escrever código ficou mais escalável, mas design, testes e validação ainda precisam acompanhar o ritmo.

## O que significa colocar IA no código

Henry Conceição, CTO da Avenue, afirma que a IA é um pré-requisito estratégico. A expressão muda o lugar ocupado pela tecnologia dentro da operação, porque deixa de descrevê-la como uma experiência isolada ou uma ferramenta reservada a poucos especialistas. Na prática, a **IA** passa a fazer parte do fluxo cotidiano usado para transformar decisões de produto em software. Agentes e robôs aparecem como instrumentos que participam da produção dos códigos, sem que a informação disponível permita concluir que eles trabalham sem supervisão humana. A diferença é importante: o número divulgado mede a presença da tecnologia no processo, não uma substituição integral da equipe.

O time de engenharia da Avenue utiliza agentes e robôs em 80% a 85% dos códigos produzidos. Esse percentual coloca a empresa em uma etapa mais avançada do debate sobre adoção, porque a pergunta deixa de ser se a equipe experimenta inteligência artificial e passa a ser onde a participação humana continua mais necessária. O imaginário dos filmes futuristas costuma mostrar máquinas criando produtos inteiros em velocidade instantânea, mas o caso da **Avenue** apresenta uma versão mais concreta dessa transição: ferramentas digitais aceleram uma parte específica do trabalho, enquanto outras etapas continuam exigindo coordenação, julgamento e verificação. É nessa diferença entre escrever e entregar que a próxima questão aparece.

## A produtividade parou onde começam os controles

O desafio atual é mitigar gargalos em áreas como design, testes e validação, que não acompanham a velocidade da engenharia. A declaração é relevante porque impede uma leitura simplista do número de 85%, como se a aceleração na geração de códigos automaticamente significasse produtos prontos na mesma proporção. Design organiza a experiência que chegará ao usuário, testes procuram problemas no funcionamento e validação verifica se o resultado atende ao que foi planejado. Quando essas etapas avançam em velocidades diferentes, o trabalho mais rápido em uma ponta pode aumentar a pressão nas demais. A **engenharia acelerada**, portanto, cria uma demanda de coordenação que a própria empresa reconhece como pendência.

Essa diferença de ritmo também ajuda a explicar por que a adoção de IA exige uma visão mais ampla do processo. Se os códigos surgem com maior velocidade, o controle de qualidade precisa estar preparado para analisar um volume maior sem transformar a revisão em uma nova fila de espera. A fonte não informa que a Avenue tenha resolvido esse desequilíbrio, nem apresenta um ganho percentual na entrega de produtos; ela registra justamente a existência dos gargalos. Para quem acompanha a transformação digital, essa é a parte mais útil da notícia: o indicador de uso da ferramenta precisa ser lido junto com a capacidade de revisar e validar o que foi produzido. O próximo passo da estratégia depende dessa conexão.

## Da engenharia à assessoria para toda a base

A empresa busca escalar o atendimento, visando 100% da base com algum nível de assessoria automatizada ou humana. A meta amplia o alcance da discussão, porque conecta a produtividade interna da engenharia a uma experiência que chega diretamente aos clientes. Assessoria automatizada pode indicar o uso de sistemas digitais para apoiar parte do contato, enquanto a modalidade humana mantém a participação de profissionais quando esse atendimento for necessário. O objetivo anunciado não significa que todos os clientes receberão uma interação totalmente automática. O que a **corretora** descreve é uma cobertura integral da base, com diferentes níveis de apoio.

Essa distinção evita transformar a meta em uma promessa mais ampla do que a fonte sustenta. A Avenue não afirma que a IA substituirá a assessoria humana, nem define que todos os atendimentos seguirão o mesmo formato. A proposta é oferecer algum nível de orientação a cada cliente, combinando automação e participação humana conforme a estrutura da operação. A capacidade de desenvolver e ajustar sistemas com mais rapidez pode ajudar a criar essa cobertura, mas a informação divulgada não apresenta uma relação matemática entre o percentual de códigos com IA e a quantidade de clientes atendidos. O vínculo está na estratégia: aumentar a produtividade da engenharia para sustentar uma expansão do serviço.

## O limite do número de 80% a 85%

A faixa de 80% a 85% descreve a participação de agentes e robôs nos códigos produzidos pelo time de engenharia. Ela não informa, por si só, quanto tempo a empresa economizou, quantos produtos foram lançados ou qual foi o impacto financeiro da iniciativa. Essa separação entre atividade e resultado ajuda a interpretar a notícia sem transformar uma métrica operacional em uma promessa de desempenho geral. O dado é expressivo porque mostra a escala de uso dentro de uma equipe de 120 pessoas, mas ainda precisa ser acompanhado por indicadores de qualidade, velocidade de entrega e atendimento. A **métrica de adoção** revela o tamanho da mudança no processo, enquanto seus efeitos finais dependem das etapas seguintes.

É nesse ponto que a afirmação de Henry Conceição sobre a IA como pré-requisito estratégico ganha peso. Se a tecnologia já é tratada como parte regular da engenharia, a gestão precisa decidir quais atividades devem ser aceleradas e quais exigem mais controle humano. O material divulgado aponta design, testes e validação como áreas que não avançam no mesmo ritmo, mas não detalha uma solução definitiva para cada uma delas. Isso coloca a Avenue diante de uma tarefa menos cinematográfica e mais operacional: organizar o trabalho ao redor de uma ferramenta que já participa de grande parte da produção de código. A próxima fase será medida pela capacidade de transformar essa presença em atendimento mais abrangente.

## O próximo passo para a Avenue

Para transformar a aceleração da engenharia em benefício percebido pelo cliente, a empresa precisa observar duas pontas ao mesmo tempo: a qualidade do que seus sistemas produzem e a cobertura que consegue oferecer à base. A primeira passa pelos gargalos já reconhecidos em design, testes e validação. A segunda se relaciona à meta de disponibilizar assessoria automatizada ou humana para 100% dos clientes. Essa leitura também oferece uma régua prática para acompanhar os próximos anúncios da Avenue, sem confundir volume de código com melhoria comprovada no serviço. O indicador mais interessante será a combinação entre **adoção da IA**, controle do desenvolvimento e alcance da assessoria.

Por enquanto, o fato concreto é que a Avenue colocou agentes e robôs em 80% a 85% da produção de códigos de uma equipe de 120 profissionais e declarou a intenção de levar algum nível de assessoria a toda a sua base. O movimento mostra como a inteligência artificial está deixando o laboratório para ocupar o centro da operação, mas também revela o trabalho que permanece fora da tela de geração automática. A companhia ainda precisa equilibrar a velocidade da engenharia com as etapas de verificação e conectar esse ganho ao atendimento. Esse é o próximo passo anunciado: fazer a produtividade interna chegar aos **100% da base** sem apagar a participação humana onde ela continuar necessária.