---
title: "Novo ETF aposta na cadeia de semicondutores antes da estreia em outubro"
author: "Ignácio Afonso"
date: "2026-10-05 07:15:00-03"
category: "Negócios & Inovação"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/10/05/novo-etf-aposta-na-cadeia-de-semicondutores-antes-da-estreia-em-outubro/md"
---

## Resumo
- O RISE Semiconductor Supply Chain Active ETF está programado para ser lançado em 20 de outubro pela KB Asset Management.
- O fundo terá foco em fabricantes de equipamentos de processo front-end e fabricantes de substratos de processo back-end.
- As fontes citam empresas como Jusung Engineering, Wonik IPS, Semtech, ISC, Simtech e Isu Petasis em diferentes descrições da carteira.
- Produtos ligados à cadeia de semicondutores ocuparam quase metade dos dez ativos de melhor desempenho na Korea Exchange até 5 de outubro.
- O SOL Semiconductor Front-end Process ETF registrou 29%, enquanto o SOL AI Semiconductor Supply Chain marcou 28,3% no período citado.
- A marca RISE substituiu a KBSTAR em julho de 2024 e ampliou a oferta da gestora de 110 para 123 ETFs.
- A KB Asset Management também anunciou um ETF inverso de semicondutores dos Estados Unidos para 22 de outubro de 2024.

---

A KB Asset Management programou para 20 de outubro de 2026 o lançamento do RISE Semiconductor Supply Chain Active ETF (registrado oficialmente na Coreia do Sul como RISE Semiconductor Sobujang Active ETF), produto voltado a fabricantes de equipamentos de processo front-end e fabricantes de substratos de processo back-end. A proposta chega quando produtos ligados à cadeia de semicondutores ocupam quase metade dos dez ativos com melhor desempenho na Korea Exchange até 5 de outubro, com resultados acima de 25% nos exemplos destacados. Para entender o que o fundo adiciona ao mercado sul-coreano, é preciso separar as duas pontas da cadeia e observar como a marca RISE vem ampliando sua oferta.

## O novo ETF procura fornecedores da fabricação de chips

A divisão anunciada pela gestora usa dois recortes técnicos da produção de semicondutores. O primeiro é o **processo front-end**, associado a fabricantes de equipamentos de processo, enquanto o segundo é o **processo back-end**, relacionado a fabricantes de substratos. A linguagem pode parecer distante de quem acompanha apenas as marcas mais conhecidas de chips, mas a carteira proposta olha para empresas que fornecem partes e equipamentos usados ao longo da fabricação. Em vez de apresentar um índice amplo do setor, o anúncio descreve uma seleção voltada à cadeia de fornecimento, e esse detalhe define a identidade do produto antes mesmo de sua estreia.

Dentro desse recorte, a descrição inicial cita Jusung Engineering e Wonik IPS entre os fabricantes de equipamentos de processo front-end. A gestora apresenta o fundo como um ETF ativo, com foco em empresas menores e de médio porte do setor de semicondutores, embora a relação também inclua empresas de equipamentos de grande capitalização. Essa combinação aproxima dois tipos de exposição dentro da mesma proposta: companhias ligadas às máquinas de produção e negócios posicionados em etapas menos visíveis para o público. Em termos práticos, em uma cadeia produtiva integrada, cada elo é determinante para o resultado final.

Ainda nessa leitura, outra publicação sobre o produto lista Simtech e Isu Petasis entre as empresas de substratos de pós-processamento. Já a descrição do lançamento divulgada anteriormente menciona a sul-coreana Simmtech (grafada incorretamente em algumas traduções como a norte-americana Semtech) e ISC para o grupo de substratos de processo back-end. Como as fontes apresentam relações diferentes de nomes, o dado mais seguro antes da cotação é o recorte setorial anunciado, e não uma lista definitiva de pesos individuais. A composição final será o ponto capaz de mostrar como a KB Asset Management transformou a ideia de cadeia de fornecimento em uma carteira negociável.

## O desempenho dos produtos deu peso à proposta

O interesse por esse tipo de fundo ganhou força nos números registrados no início de outubro. Até o dia **5 de outubro**, produtos ligados a materiais e equipamentos de semicondutores ocuparam quase metade dos dez ativos de melhor desempenho na Korea Exchange. Entre os resultados citados no [levantamento de desempenho](https://finance.biggo.com/news/05f2f18f-6c68-4a22-a7b6-1ffc65a1b877), o SOL Semiconductor Front-end Process ETF acumulava **29%**, enquanto o SOL AI Semiconductor Supply Chain alcançava 28,3%. Esses dados ajudam a explicar por que um fundo dedicado a fornecedores recebeu atenção justamente antes da data de listagem anunciada.

Na mesma relação, o **RISE AI Semiconductor TOP10**, também ligado à KB Asset Management, registrava rendimento de **26,49%**. O número coloca a própria marca RISE entre os produtos citados no grupo de melhor desempenho, embora o novo ETF tenha uma proposta diferente ao se concentrar em equipamentos front-end e substratos back-end. A distinção é prática: um fundo voltado às dez principais empresas e outro dedicado à cadeia de fornecimento podem acompanhar partes diferentes do setor. Para o leitor, comparar o recorte anunciado com os resultados já observados evita tratar todos os ETFs de semicondutores como se fossem o mesmo produto.

## A marca RISE passou a reunir mais opções

Esse movimento acontece depois de uma mudança de identidade da própria gestora. Em **julho de 2024**, a KB Asset Management rebatizou sua linha de ETFs, antes chamada KBSTAR, para RISE. No período de um ano, a empresa ampliou a oferta de **110 para 123 ETFs** e registrou crescimento de 44,3% nos ativos líquidos, que chegaram a 17,34 trilhões de won. A estreia do fundo de cadeia de fornecimento, portanto, faz parte de uma expansão mais ampla da marca, que passou a organizar produtos de diferentes recortes dentro do mercado de ETFs sul-coreano.

A expansão também incluiu uma ferramenta de proteção para momentos de queda. Em 17 de outubro de 2024, a KB Asset Management anunciou o lançamento, para 22 de outubro daquele ano, do RISE US Semiconductor Inverse (Synthetic H) ETF. O produto acompanha de forma inversa, em menos 1 vez, o desempenho do RISE US Semiconductor NYSE ETF, que segue o NYSE Semiconductor Index, formado pelas 30 principais empresas de semicondutores dos Estados Unidos. Assim, a mesma linha passou a oferecer uma exposição voltada à cadeia de fornecedores e outra desenhada para acompanhar movimentos contrários do setor, ampliando as alternativas disponíveis ao público.

## O que observar antes da estreia em outubro

Apesar da coincidência do mês de outubro no cronograma da gestora, os lançamentos pertencem a momentos e anos distintos: o RISE Semiconductor Supply Chain Active ETF está programado para 20 de outubro de 2026, enquanto o produto inverso ligado aos semicondutores dos Estados Unidos estreou em 22 de outubro de 2024. O primeiro mira fabricantes de equipamentos e substratos; o segundo acompanha de forma inversa um índice de empresas norte-americanas. São propostas diferentes, ainda que estejam reunidas sob a marca RISE e tenham surgido ao longo da trajetória de expansão da gestora.

Por isso, o próximo passo concreto é a listagem de 20 de outubro de 2026 e a verificação de como a carteira do novo fundo distribuirá sua exposição entre os dois grupos anunciados. As informações disponíveis definem o foco em equipamentos de processo front-end e substratos de processo back-end, além de apresentarem exemplos de empresas associados a cada parte. Para quem acompanha o setor, essa é a caixa de ferramentas imediata: observar a composição efetiva, comparar o produto com os ETFs de melhor desempenho registrados até 5 de outubro e separar a aposta na cadeia de fornecimento da estratégia de proteção inversa lançada dois anos antes.