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title: "Apate usa agentes de IA contra golpes e capta US$ 8,15 milhões"
author: "Gustavo Ramos O. Klein"
date: "2026-10-15 06:39:41.08-03"
category: "Segurança & Privacidade"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/10/15/apate-usa-agentes-de-ia-contra-golpes-e-capta-us-815-milhoes/md"
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## Resumo
- A Apate.ai usa agentes de IA para simular possíveis vítimas em conversas com golpistas.
- Os agentes atuam em chamadas, mensagens e e-mails para coletar dados sobre fraudes.
- A plataforma reúne informações como contas bancárias, carteiras de criptomoedas e números de telefone.
- A empresa registrou 2,5 milhões de conversas e 17 anos de tempo de golpistas desperdiçado.
- Entre os clientes estão o Commonwealth Bank of Australia e a TPG Telecom.
- A startup levantou US$ 8,15 milhões em uma rodada seed liderada pela Lobby Capital.
- O aporte será usado para melhorar a plataforma e ampliar sua presença internacional, mantendo a pesquisa e desenvolvimento em Sydney.

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A startup australiana **Apate.ai** colocou agentes de inteligência artificial no papel de possíveis vítimas para conversar com golpistas e recolher informações úteis contra fraudes. A proposta muda o ponto de observação: em vez de esperar que uma pessoa caia no golpe, o sistema mantém o criminoso ocupado e transforma chamadas, mensagens e e-mails em dados que podem ajudar instituições financeiras e empresas de telecomunicações. [A reportagem do TechCrunch detalha o funcionamento da plataforma](https://techcrunch.com/2026/10/14/apate-sends-ai-agents-undercover-to-get-scammed-so-they-can-gather-fraud-intelligence).


## Como a isca digital trabalha


Por baixo da tela, a Apate usa **milhares de agentes de IA**, programas que simulam o comportamento de uma pessoa durante uma conversa, para representar vítimas com diferentes idades, gêneros, idiomas e sotaques. Esses agentes entram em chamadas, mensagens e e-mails com criminosos e tentam prolongar a interação enquanto extraem informações como contas bancárias, carteiras de criptomoedas, números de telefone e marcas associadas aos golpes. A tecnologia transforma cada contato em uma fonte de inteligência sobre a operação fraudulenta.


Essa operação já acumulou **2,5 milhões de conversas** e, segundo a empresa, desperdiçou 17 anos do tempo de golpistas. Entre os clientes estão o **Commonwealth Bank of Australia** e a TPG Telecom, instituições que podem usar os dados coletados para entender melhor as abordagens criminosas. Quem decide quais informações atravessam essa ponte? As fontes consultadas não detalham como cada cliente processa os dados nem quais medidas são tomadas depois da coleta, uma lacuna relevante para avaliar o resultado prático da ferramenta.


## Do laboratório ao mercado


A Apate nasceu em **2024** a partir de pesquisas da Macquarie University, em Sydney. Agora, a startup levantou **US$ 8,15 milhões** em uma rodada seed liderada pela Lobby Capital, com participação da OIF Ventures, da Investible, da Concept Ventures e da Baobab Ventures. [Segundo a divulgação sobre o aporte](https://arabfounders.net/en/apate-ai-raises-8-15-million-fraud-intelligence/), o dinheiro será usado para melhorar a plataforma e ampliar a presença internacional da empresa.


O próximo passo anunciado é levar essa forma de coleta de inteligência para mais mercados, mantendo as equipes de pesquisa e desenvolvimento em **Sydney**. Para quem acompanha serviços financeiros e de telecomunicações, o ponto prático está na mudança de escala: agentes artificiais conseguem sustentar muitas interações simultâneas e organizar sinais que apareceriam dispersos em contatos isolados. As fontes não informam um prazo para a expansão nem medem quantos golpes foram interrompidos, portanto o avanço da Apate deverá ser acompanhado pela qualidade das informações produzidas e pelo uso que seus clientes farão delas.