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title: "Smartphones: mercado global cai 20% e atinge mínima em 14 anos"
author: "Ignácio Afonso"
date: "2026-10-15 06:25:13.732-03"
category: "Negócios & Inovação"
url: "http://desbugados.scale.press/portal/desbugados/post/2026/10/15/smartphones-mercado-global-cai-20-e-atinge-minima-em-14-anos/md"
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## Resumo
- As remessas globais de smartphones caíram 20% no terceiro trimestre de 2026.
- O mercado atingiu o menor volume para um terceiro trimestre desde 2012.
- Os preços de DRAM e NAND subiram mais de 300% no ano, pressionando a lista de materiais dos aparelhos.
- Os preços de varejo dos smartphones aumentaram cerca de 20% em 2026.
- Samsung e Apple concentraram 45% do mercado global, com 23% e 22%, respectivamente.
- A Xiaomi ficou em terceiro lugar, com 12%, enquanto as principais fabricantes chinesas perderam participação combinada.
- Metade dos consumidores pesquisados pretende esperar promoções, e a Omdia não prevê recuperação no quarto trimestre.

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No terceiro trimestre de **2026**, as remessas globais de smartphones caíram **20%** na comparação anual, enquanto as vendas chegaram ao menor volume para um terceiro trimestre desde 2012. A [Omdia](https://omdia.tech.informa.com/pr/2026/oct/global-smartphone-market-shrinks-20percent-in-3q26-as-memory-crisis-reshapes-competition) atribui a retração à pressão nos custos de memória e armazenamento; a [Counterpoint Research](https://counterpointresearch.com/en/insights/global-smartphone-shipments-hit-a-new-low-with-20-percent-yoy-decline-lowest-in-14-years) descreve a falta de chips como causa primária. Para quem compra ou fabrica aparelhos, a disputa por componentes já está mudando preços, volumes e a distância entre modelos caros e baratos.


## A memória puxou a conta para cima


A explicação passa pelos chips **DRAM e NAND**, cujos preços subiram mais de **300%** em 2026, segundo dados compilados pela IDC. Esse aumento elevou o custo da Lista de Materiais e ajudou a empurrar os preços de varejo dos smartphones para cerca de **20% a mais** no ano. Com menos espaço para absorver a conta, fabricantes reduziram remessas de aparelhos de margens baixas, atingindo primeiro as faixas de entrada e intermediária.


Essa pressão se conecta à demanda da infraestrutura de **inteligência artificial (IA)**, que agravou a escassez e fez os fabricantes priorizarem margens sobre volume. O efeito aparece no comportamento do público: uma pesquisa da Counterpoint citada pela CNET indica que **metade dos consumidores** nos Estados Unidos, Reino Unido, Índia, China e Alemanha pretende esperar promoções de fim de ano para trocar de aparelho. A memória ficou cara porque pediu aumento? É uma piada ruim, eu sei; até a RAM preferia não ter lido.


## O mercado se reorganizou por margem


A conta também reorganizou o topo. **Samsung** ficou com 23% do mercado global e **Apple** com 22%, somando 45%, segundo a Omdia. A Counterpoint colocou a Samsung na liderança das vendas do trimestre, com a Apple logo atrás. A vantagem das marcas premium, neste momento, aparece na capacidade de preservar participação enquanto fabricantes de menor margem cortam volume, e essa diferença ajuda a explicar por que a queda não pesa igualmente sobre todos.


Na faixa de preço mais sensível, a **Xiaomi** ficou em terceiro lugar, com 12% do mercado, enquanto as três principais fabricantes chinesas recuaram juntas de 35% para 29% de participação. A Omdia não espera recuperação no quarto trimestre de **2026**: promoções e novos modelos de topo não devem compensar a pressão contínua na oferta. O dado que vale acompanhar é a duração desse aperto, porque a indústria já está escolhendo margem em vez de volume e os consumidores estão adiando a troca, combinação que mantém o mercado sob pressão no curto prazo.